Henrichs Consultoria. Fortalecendo a atuação políticaPlano · 20 de outubro de 2026
Plano · Banco do Brasil · 2027-2030

BB Presente

Presença no território, crédito rural com qualidade, juros e tarifas justos, um pacote para as prefeituras, o jovem do campo e a disputa com os bancos privados. Quarenta e cinco medidas em dez eixos para o Banco do Brasil voltar a disputar o interior com as cooperativas de crédito e o varejo com os bancos privados, com dados do Banco Central, do BB, do IBGE e do Tesouro.

84%crescimento do crédito do BB onde fechou mais de 35% das agências; 169% onde não fechou
341municípios onde o BB saiu e a cooperativa está
R$ 82 mide carteira a menos por agência fechada, em média
1.487municípios com CAPAG A ou B sem agência do BB
19,8% → 16,1%fatia do BB no crédito do sistema, 2016 a 2026
45medidas; nenhuma depende de lei

© 2026 Henrichs Consultoria. Reprodução permitida, no todo ou em parte, desde que citada a fonte. Ao usar, cite: Henrichs Consultoria · henrichsconsultoria.com.br

Fatia do BB no crédito rural dos bancos · regiões com mais de 35% de agências fechadas
201679%
202460%
Onde não fechou: 2016 → 202479% → 81%Crédito equalizado, cooperativas 2020 → 202524% → 45%Crédito equalizado, BB 2020 → 202557% → 38%

Fontes: BCB, ESTBAN e SICOR. Cálculo: Henrichs Consultoria.

45medidas em dez eixos, para 2027-2030
Resumo

Um BB que volta a estar perto, cobra o justo e disputa o interior com as cooperativas e o varejo com os privados

BB Presente é o plano da Henrichs Consultoria para o Banco do Brasil entre 2027 e 2030. Ele parte de uma pergunta concreta: fechar agências no interior custou negócio ao banco? A resposta foi buscada no balancete das agências por município do Banco Central, região por região. A partir dela, o plano propõe como o BB volta a disputar o interior com as cooperativas e o varejo com os bancos privados, melhora o desempenho e ganha competitividade sem cobrar mais caro de quem já paga muito.

Cada medida tem diagnóstico, meta, caminho, custo ou retorno, riscos e quem decide. Nenhuma depende de lei.

Fechar agência custou negócio

Nas 481 regiões do interior, quanto maior a parcela de agências fechadas pelo BB entre 2016 e 2024, menor o crescimento da carteira do banco, mesmo comparando regiões do mesmo estado e descontando o crescimento dos outros bancos. Antes dos fechamentos, essas regiões cresciam no mesmo ritmo das demais (capítulo 2).

Em dinheiro, a conta é incerta; em mercado, não

O BB teria hoje cerca de R$ 76 bi a mais de carteira no interior (R$ 37 bi no crédito rural) e R$ 18 bi a mais em depósitos. A margem e as receitas que isso deixou de render (R$ 1,1 a 4,4 bi por ano) estão na mesma ordem da economia de custo das 936 agências fechadas (até R$ 2,3 a 3,7 bi por ano). O fechamento pode ter economizado algo ou perdido algo, conforme as hipóteses; o mercado entregue ao concorrente não volta sozinho.

O espaço foi ocupado

Dos 631 municípios em que o BB fechou a última agência desde 2016, 341 têm cooperativa de crédito hoje; no Sul, 166 de 169. No crédito rural com juro equalizado pelo Tesouro, as cooperativas passaram de 24% para 45% entre 2020 e 2025, e o BB caiu de 57% para 38%.

Frente aos bancos privados, o BB perdeu no varejo e na pequena empresa

A fatia do BB no crédito do sistema caiu de 19,8% em dezembro de 2016 para 16,1% em junho de 2026. O banco lidera no crédito rural, no investimento de empresas, no comércio exterior e no consignado, mas tem 9,9% do cartão, 6,3% dos recebíveis, 2,8% dos veículos e 1,5% do crédito à micro empresa, e 33,4 milhões de clientes com crédito ativo, contra 63,8 milhões do Nubank e 47,2 milhões do Itaú. Em veículos e no crédito pessoal o BB cobra menos que a maioria dos privados, e nos recebíveis fica entre o Itaú e o Bradesco: perde por falta de canal. No capital de giro de curto prazo cobra mais e perde por preço (capítulo 6 e Eixo J).

O BB atravessa o pior momento de resultado da década

Lucro ajustado de R$ 20,7 bi em 2025 (45,4% menor que em 2024), retorno de 7,9% no 1º semestre de 2026, inadimplência de 5,61% e Capital Principal de 11,27%. Presença tem de vir com formato barato e crédito de qualidade, não com a rede de 2014.

Formato leve paga a conta

Um ponto com três pessoas custa cerca de R$ 1,2 mi por ano e se paga com R$ 40 a 80 mi de carteira, menos do que cada agência fechada levou (R$ 82 mi). O plano propõe 300 pontos leves e 500 gerentes rurais itinerantes até 2028 (A2 e A3).

Preço justo é vantagem competitiva

O BB cobra 158% ao ano no cheque especial de pessoa física, contra 68% do Banco Sicoob; 420% no cheque especial de empresas, mais que o dobro da mediana; 34,8% no capital de giro de curto prazo, na mediana do mercado mas mais que o dobro do Banco Sicoob (15,0%). O plano põe o BB abaixo da mediana do mercado nessas linhas e devolve parte dos juros a quem paga em dia (Eixo C).

Tarifa para disputar, onde importa

O Banco Sicoob cobra R$ 24 pelo pacote padronizado IV; o BB, R$ 55,60. Mas a cooperativa típica não é mais barata no pacote (média de R$ 58,85 no mesmo pacote IV): ela ganha no relacionamento, nas isenções e nas sobras. O plano propõe conta sem tarifa para os segmentos que o BB quer de volta (agricultor, aposentado, jovem, servidor municipal, MEI) e tarifas de empresa pequena no nível do Banco Sicoob (Eixo F).

A prefeitura é o cliente que o BB está deixando ir

Desde a LC 196/2022, cooperativas podem receber depósitos de municípios, e o Tribunal de Contas do Paraná admitiu isso mesmo onde há banco oficial. As contas do Fundeb continuam obrigatoriamente no BB ou na Caixa. O plano cria o pacote BB Município: conta e arrecadação sem tarifa, crédito com garantia da União (que não consome capital), escritório de projetos e folha com contrapartida de presença. São 1.487 municípios com nota A ou B na CAPAG sem agência do BB, 939 deles com cooperativa (Eixo G).

O produtor de amanhã é jovem

Os produtores com 65 anos ou mais passaram de 17,5% para 21,4% entre os Censos Agropecuários de 2006 e 2017, e os com menos de 35 anos caíram de 16,9% para 11,5%. Quem financiar a primeira safra do sucessor tende a ficar com o cliente por décadas. O plano propõe conta jovem, crédito do sucessor rural e educação financeira nas escolas do interior (Eixo H).

Crescer sem gastar capital

Crédito a município com garantia da União tem peso zero no capital; consórcio de máquinas é receita de administração, não carteira. Com o Capital Principal em 11,27%, essas frentes valem mais do que parecem (Eixos G e I).

Defesa do caráter público com números

O BB vale em bolsa 63% do patrimônio. Os três grandes bancos privados fecharam 60% das agências desde 2014; o BB, 29%. Um BB que volte a estar perto do produtor e cobre preço justo é o melhor argumento contra a venda.

20+anos de atuação junto ao poder público federal
Quem fez este plano

Pedro Paulo Henrichs Neto, fundador e CEO da Henrichs Consultoria

Pedro Paulo Henrichs Neto é fundador e CEO da Henrichs Consultoria, de Brasília, especializada em relações institucionais e governamentais, acompanhamento do Legislativo e do Executivo federal e inteligência de dados públicos.

Este plano junta essa experiência no sistema financeiro e na gestão pública à leitura dos relatórios do Banco do Brasil e das bases do Banco Central, agência por agência e região por região.

Gestão pública

Foi chefe de gabinete de deputado federal na Câmara dos Deputados (2018) e subsecretário de Participação Social do Governo do Distrito Federal (2011 a 2013).

Sistema financeiro

Começou a carreira no Banco do Brasil, como escriturário (2004 a 2006), e foi assessor técnico e político do Sindicato dos Bancários de Brasília (2006 a 2010), acompanhando as negociações coletivas da categoria.

Atuação internacional

Presidiu o Fórum de Juventude dos BRICS (2014 a 2016) e foi observador eleitoral internacional credenciado em mais de 20 eleições nas Américas, na Europa e na Ásia.

Formação

Graduado em Gestão Pública pelo IESB e mestrando em Ciência Política e Relações Internacionais no IDP. Concluiu em 2026 a formação internacional em inovação, liderança, conformidade e gestão de risco da Escola de Management da Sorbonne (Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne).

Dados e tecnologia

A Henrichs Consultoria desenvolve sistemas próprios de acompanhamento legislativo e painéis de inteligência sobre dados públicos, usados na produção deste plano.

R$ 82 mide carteira a menos por agência fechada no interior, em média
Fechar agência custou negócio?

Onde o BB fechou mais, cresceu menos e perdeu o crédito rural

Foram comparadas 481 regiões geográficas imediatas do interior entre dezembro de 2016 e dezembro de 2024, descontando o crescimento dos demais bancos, o tamanho da população e as diferenças entre estados. Antes das ondas de fechamento (2014 a 2016) as regiões não se diferenciavam.

Crescimento do crédito de dez/2016 a dez/2024, por parcela de agências do BB fechadas na região

Nenhuma · BB
169%
Nenhuma · demais bancos
128%
Até 20% · BB
115%
Até 20% · demais bancos
104%
20% a 35% · BB
90%
20% a 35% · demais bancos
92%
Mais de 35% · BB
84%
Mais de 35% · demais bancos
147%
Fonte: BCB, ESTBAN; IBGE, regiões geográficas imediatas. 481 regiões do interior (sem as regiões de capital e o DF). Cálculo: Henrichs Consultoria.
Agências do BB fechadas na regiãoRegiõesAgências 2016 → 2024Crédito do BBDemais bancosCrédito rural do BBFatia do BB no rural dos bancos
Nenhuma167610 → 621169%128%197%79% → 81%
Até 20%78741 → 626115%104%143%80% → 79%
20% a 35%99943 → 67090%92%110%76% → 72%
Mais de 35%1371.229 → 67084%147%112%79% → 60%

Para cada 10 pontos percentuais de agências fechadas, o crédito do BB cresceu cerca de 5,6% a menos, o crédito rural 6,0% a menos e os depósitos 2,3% a menos. O BB teria hoje cerca de R$ 76 bi a mais de carteira no interior (R$ 37 bi no crédito rural).

Em dinheiro, a resposta é incerta: a margem e as receitas que deixaram de entrar (R$ 1,1 a 4,4 bi por ano) estão na mesma ordem da economia de custo das 936 agências a menos (até R$ 2,3 a 3,7 bi por ano). O que os dados mostram sem ambiguidade é a perda de mercado. E um ponto de atendimento leve, com três pessoas, custa cerca de R$ 1,2 mi por ano e se paga com R$ 40 a 80 mi de carteira.

341dos 631 municípios em que o BB fechou a última agência têm cooperativa hoje
Quem ocupou o espaço

No Sul, a cooperativa está em 166 dos 169 municípios onde o BB saiu

No crédito rural com juro equalizado pelo Tesouro, a fatia das cooperativas foi de 24% para 45% entre 2020 e 2025, e a do BB caiu de 57% para 38%. As cooperativas somam R$ 1,036 tri em ativos e 21,2 milhões de cooperados, e a inadimplência rural delas é bem menor que a do restante do sistema: proximidade é informação.

RegiãoMunicípios onde o BB fechou a última agênciaCom cooperativa hojeCom posto do BB hoje
Sul169166144
Sudeste14293111
Nordeste24831210
Norte392331
Centro-Oeste332826
Brasil631341522
158%ao ano no cheque especial de pessoa física do BB; 68% no Banco Sicoob
Juros e tarifas

Onde o BB cobra caro, e onde a cooperativa ganha de verdade

Nos juros, o BB é competitivo em veículos e no crédito pessoal, mas cobra como os privados nas linhas de quem está apertado. Nas tarifas, o pacote do BB custa de 2,3 a 4 vezes o do Banco Sicoob; a média das cooperativas singulares, porém, não é menor no pacote: elas ganham em isenções e sobras.

Juros, semana de 29/09 a 05/10/2026 (% ao ano)

LinhaBBBanco SicoobMediana
Cheque especial PF158,068,0152,5
Cartão rotativo PF325,2219,3497,9
Consignado privado42,732,047,0
Consignado INSS24,223,223,5
Capital de giro até 1 ano34,815,034,6
Cheque especial PJ419,6n/i195,7

Fonte: BCB, taxas de juros por instituição, prefixado.

Tarifas (R$, valor máximo da tabela)

TarifaBBBanco SicoobMédia das cooperativas
Pacote padronizado III (mês)37,3016,0043,98
Pacote padronizado IV (mês)55,6024,0058,85
Anuidade cartão básico nacional234,0028,80
TED no balcão34,6013,0016,76
Manutenção de conta ativa PJ (mês)73,00zero
Concessão de cheque especial PJ5.000,001.000,00

Fonte: BCB, tarifas por instituição e médias por grupo, vigência até 01/10/2026.

6fatos que mudam a estratégia
O que ainda não estávamos vendo

Tarifas, prefeituras e o cliente de amanhã

A porta que a lei abriu

Desde a LC 196/2022, a cooperativa pode receber depósitos dos municípios onde tem dependência. O TCE-PR admitiu isso mesmo onde há banco oficial (Acórdão 4283/24). O Fundeb continua exclusivo do BB e da Caixa.

Crédito a município sem gastar capital

Com garantia da União, o crédito ao setor público tem peso zero no capital. São 2.677 municípios com CAPAG A ou B; 1.487 sem agência do BB, 939 deles com cooperativa.

O BB já é o gestor do dinheiro público

A BB Asset lidera os fundos do poder público (R$ 572,8 bi) e dos regimes próprios de previdência (R$ 108,1 bi).

A cooperativa ganha no relacionamento

Na tabela de pacotes ela não é mais barata; vence pela isenção a quem concentra os negócios e pelas sobras.

O produtor está envelhecendo

Produtores com menos de 35 anos caíram de 16,9% para 11,5% entre os Censos Agropecuários de 2006 e 2017. A sucessão acontece nesta década.

Crescer sem gastar capital

Crédito com garantia da União e consórcio de máquinas não disputam o Capital Principal, hoje em 11,27%.

16,1%do crédito do sistema em jun/2026; era 19,8% em dez/2016
O BB frente aos bancos privados

Perde no varejo e na pequena empresa, muitas vezes cobrando menos

Pelos números do próprio banco, a fatia do BB no crédito do Sistema Financeiro Nacional caiu quase quatro pontos em dez anos. O BB lidera onde é banco de Estado e de grande empresa; perde no cartão, nos recebíveis, nos veículos e na micro e pequena empresa. Em dezembro de 2025, o Nubank tinha 63,8 milhões de clientes com crédito ativo, o Itaú 47,2 milhões e o BB 33,4 milhões, embora o BB trabalhe a segmentação de cerca de 89 milhões de clientes pessoa física.

Participação do BB na carteira de crédito do sistema por modalidade, março de 2026

Rural e agroindustrial (PF)
52,3%
Investimento (PJ)
27,0%
Comércio exterior (PJ)
25,7%
Consignado (PF)
19,3%
Grande empresa
16,2%
Crédito pessoal (PF)
líder: Nubank, 15,3%
14,0%
Capital de giro (PJ)
líder: Bradesco, 15,1%
11,3%
Pequena empresa
líder: Bradesco, 23,3%
10,8%
Cartão de crédito (PF)
líder: Itaú, 20,4%
9,9%
Cheque especial e conta garantida (PJ)
líder: Itaú, 25,8%
7,5%
Recebíveis (PJ)
líder: Bradesco, 14,2%
6,3%
Habitação (PF)
líder: Caixa, 69,5%
3,4%
Veículos (PF)
líder: Santander, 19,1%
2,8%
Micro empresa
líder: Caixa, 21,3%
1,5%
Fonte: BCB, IF.data, conglomerados prudenciais. Azul: o BB lidera; laranja: outro banco lidera. Cálculo: Henrichs Consultoria.

Juros, BB e os três grandes privados (% ao ano)

LinhaBBItaúBradescoSantander
Cartão rotativo PF325,2n/i362,0497,9
Crédito pessoal PF48,756,186,946,7
Veículos PF13,9n/i22,3n/i
Consignado público24,522,322,223,9
Capital de giro até 1 ano34,826,633,430,5
Antecipação de cartão PJ15,612,918,821,1
Conta garantida PJ29,260,376,941,0

Fonte: BCB, taxas de juros por instituição, prefixado, 29/09 a 05/10/2026. n/i: não informou na semana.

O que os dados dizem

Onde o BB é mais barato e perde, o problema é canal. Em veículos cobra 13,9% ao ano e tem 2,8% do mercado: o carro é financiado na concessionária. Nos recebíveis, o preço fica entre o do Itaú e o do Bradesco, mas o recebível vai para o banco onde a maquininha deposita, e o BB, sócio da Cielo, tem 6,3%.

Onde é mais caro e perde, o problema é preço. No capital de giro de curto prazo, 34,8% ao ano contra 26,6% do Itaú, com a carteira encolhendo 11,6% em doze meses. No consignado público, a maior linha de pessoa física do BB (R$ 113 bi), cobra mais que os três grandes privados.

Nas tarifas, os pacotes do BB estão no nível do Itaú e abaixo do Bradesco, mas a anuidade do cartão básico (R$ 234) e a TED no balcão (R$ 34,60) são as mais caras da comparação.

A6 medidas
Eixo A

Presença que dá resultado

A1

Regra pública para abrir e fechar pontos

Meta. A partir de 2027, nenhum fechamento de agência ou posto em município onde o BB é a última dependência bancária, ou onde há cooperativa de crédito, sem estudo de impacto aprovado pelo Conselho de Administração e publicado em resumo.

detalhar +fechar

Diagnóstico

Os fechamentos de 2017, 2019 e 2021 foram decididos em planos de reorganização sem estudo público de impacto por município. O capítulo 2 mostra que, onde o corte foi maior, o BB perdeu carteira e fatia de mercado de forma permanente.

Caminho

  1. Conselho de Administração aprova a política de presença territorial no 1º semestre de 2027.
  2. O estudo de impacto passa a ter conteúdo mínimo: carteira, depósitos e crédito rural da dependência; concorrentes presentes; alternativa presencial; efeito estimado na região, com o método do capítulo 2.
  3. Fechamentos ficam condicionados a manter, no mesmo município, ponto leve ou gerente itinerante (A2 e A3) quando a carteira local superar R$ 40 mi.

Quanto custa ou quanto rende

Sem custo direto. Evita repetir a perda média de R$ 82 mi de carteira por agência fechada no interior.

Riscos

Engessar a gestão da rede. Salvaguarda: a regra exige estudo e alternativa, não proíbe fechar.

Quem decide

Conselho de Administração do BB (política interna).

A2

Ponto BB leve onde o banco saiu

Meta. 150 pontos leves em 2027 e 300 até 2028, com 3 funcionários cada (um gerente de relacionamento rural ou de empresas, um assistente e um caixa ou atendente), sem cofre nem tesouraria, nos municípios com maior potencial: primeiro os 341 com cooperativa, ordenados pelo crédito rural da região. Carteira recuperada de R$ 8 bi em 2028 e R$ 20 bi em 2030 nos municípios atendidos.

detalhar +fechar

Diagnóstico

Em 631 municípios o BB fechou a última agência desde 2016. Em 522 deles ainda há posto do banco, quase sempre sem gerente de crédito, e em 341 há cooperativa disputando o mesmo cliente. O BB já opera 16 escritórios no formato "Leve Digital" e 1.396 postos de atendimento.

Caminho

  1. Converter postos existentes (PAB e PAA) em pontos leves, aproveitando imóvel e segurança já contratados.
  2. Selecionar os municípios pelos dados do ESTBAN e do SICOR: carteira e crédito rural perdidos na região, presença de cooperativa, produção agropecuária.
  3. Dar ao gerente do ponto alçada para Pronaf, Pronamp e custeio até um teto definido, com análise de risco no próprio ponto (B5).
  4. Avaliar cada ponto depois de 24 meses pela carteira, pela inadimplência e pelo resultado; fechar ou converter em agência conforme o desempenho.

Quanto custa ou quanto rende

Custo estimado de R$ 1,2 mi por ponto por ano (3 funcionários ao custo médio de pessoal do BB de R$ 323 mil, mais cerca de R$ 0,25 mi de imóvel, segurança e sistemas), ou R$ 360 mi por ano com os 300 pontos. Cada ponto se paga com R$ 40 a 80 mi de carteira, ao spread ajustado ao risco de 1,5% a 3,0%, menos do que cada agência fechada levou (R$ 82 mi). Com R$ 20 bi recuperados, a margem é de R$ 0,3 a 0,6 bi por ano, mais receitas de serviços. Consumo de capital: R$ 20 bi de carteira, a uma densidade de 75% a 100%, pedem R$ 1,7 a 2,3 bi de Capital Principal ao longo de quatro anos.

Riscos

Ponto sem carteira suficiente. Salvaguarda: seleção por dados e revisão em 24 meses.

Quem decide

Diretoria de Distribuição e Conselho de Administração do BB.

A3

Gerente rural itinerante

Meta. 500 gerentes rurais itinerantes até 2028, cada um com rota fixa semanal em 3 a 5 municípios sem agência, cobrindo todos os 631 municípios onde o BB fechou a última agência.

detalhar +fechar

Diagnóstico

Muitos dos municípios onde o BB saiu são pequenos (mediana de 12.722 habitantes) e não comportam ponto fixo. Neles o produtor resolve a vida na cooperativa porque ela está lá toda semana.

Caminho

  1. Montar as rotas a partir dos postos e correspondentes Mais BB existentes, com dia e horário fixos e divulgados.
  2. Equipar com contratação digital, coleta de documentos e assinatura eletrônica, já usadas nos canais do banco.
  3. Vincular cada gerente a uma agência-polo da mesma região imediata.

Quanto custa ou quanto rende

Cerca de R$ 393 mil por gerente por ano (pessoal e veículo), ou R$ 197 mi por ano para 500 gerentes.

Riscos

Segurança no deslocamento e sobrecarga. Salvaguarda: rota com carga máxima definida em negociação coletiva e sem transporte de numerário.

Quem decide

Diretoria de Agronegócios e Diretoria de Distribuição; negociação coletiva para as condições de trabalho.

A4

Mais BB que origina crédito

Meta. Correspondentes credenciados encaminhando propostas de Pronaf e de microcrédito em todos os municípios cobertos por gerente itinerante a partir de 2028.

detalhar +fechar

Diagnóstico

O BB tem 18.221 correspondentes Mais BB, que fazem saque, depósito e pagamento, mas quase não iniciam crédito rural. Onde não há agência nem posto, o correspondente é quem cobre o buraco.

Caminho

  1. Credenciar correspondentes para recepção de propostas, com análise e decisão sempre pelo gerente (Res. CMN 4.935/2021).
  2. Remunerar por contrato que chegue adimplente ao primeiro vencimento, e não por volume.
  3. Treinar e auditar os correspondentes, com canal de denúncia para o cliente.

Quanto custa ou quanto rende

Custo variável por contrato; sem custo fixo relevante.

Riscos

Venda inadequada e fraude. Salvaguarda: remuneração por adimplência, decisão sempre do gerente e auditoria.

Quem decide

Diretoria de Distribuição do BB.

A5

Espaço compartilhado dos bancos públicos

Meta. Projeto-piloto com 30 espaços compartilhados até 2028, em municípios sem nenhuma agência ou posto, com atendimento em dias alternados de cada banco público.

detalhar +fechar

Diagnóstico

Há municípios sem agência nem posto de nenhum banco, atendidos só por correspondentes. O BB, a Caixa, o Banco do Nordeste e o Banco da Amazônia mantêm estruturas separadas onde ainda estão.

Caminho

  1. Acordo de cooperação entre os bancos públicos federais, com rateio de imóvel e segurança.
  2. Consulta prévia ao Banco Central sobre o enquadramento de cada dependência.
  3. Avaliação conjunta depois de 18 meses.

Quanto custa ou quanto rende

Custo de imóvel e segurança dividido entre os bancos; pessoal de cada banco em escala.

Riscos

Enquadramento regulatório e coordenação entre bancos. Salvaguarda: piloto pequeno e consulta prévia.

Quem decide

Conselhos de Administração dos bancos públicos; Ministério da Fazenda como acionista.

A6

Painel público de presença

Meta. Painel trimestral a partir de 2027, por município: pontos de atendimento por tipo, gerentes itinerantes, carteira, crédito rural, depósitos e reclamações.

detalhar +fechar

Diagnóstico

O ESTBAN mostra o balancete das agências por município, mas não os postos, os correspondentes, o crédito rural por município nem o atendimento itinerante. Sem isso, a decisão de abrir e fechar não pode ser acompanhada.

Caminho

  1. Publicar no portal de Relações com Investidores, em formato aberto.
  2. Incluir os indicadores do capítulo 18.

Quanto custa ou quanto rende

Custo desprezível.

Riscos

Exposição de informação a concorrentes. Salvaguarda: dados agregados por município, já parcialmente públicos.

Quem decide

Diretoria de Relações com Investidores e Conselho de Administração.

B5 medidas
Eixo B

Crédito rural com qualidade

B1

Retomar o crédito rural equalizado

Meta. Fatia do BB no crédito equalizado de 42% em 2028 e 45% em 2030; no Sul, 30% e 35%.

detalhar +fechar

Diagnóstico

No crédito com juro equalizado pelo Tesouro (R$ 92,8 bi em 2025), a fatia do BB caiu de 57,4% em 2020 para 37,7% em 2025, e a das cooperativas subiu de 23,9% para 44,7%. No Sul o BB tem 24%; no Sudeste, 46%. No Pronamp, o BB caiu de 53,1% para 25,7%.

Caminho

  1. Pedir à Fazenda limite de equalização compatível com a meta em cada Plano Safra, com a contrapartida de presença (A2 e A3) nas regiões onde o BB perdeu espaço.
  2. Limite de crédito pré-aprovado safra a safra para o produtor adimplente, contratado pelo aplicativo ou pelo gerente itinerante.
  3. Prazo de resposta de até 5 dias úteis (B5).

Quanto custa ou quanto rende

Cada ponto percentual a mais no equalizado equivale a cerca de R$ 0,9 bi de contratação por ano, ao valor de 2025. A receita depende do spread agro (3,3% em 2026, antes do risco).

Riscos

Crescer em carteira de maior risco. Salvaguarda: mitigação obrigatória no custeio (B2).

Quem decide

Ministério da Fazenda (equalização); Diretoria de Agronegócios e Conselho de Administração do BB.

B2

Custeio com mitigação de risco como regra

Meta. Custeio com mitigador em 55% na safra 2027/28 e 65% na safra 2029/30; inadimplência agro acima de 90 dias de até 4% em 2028 e 3% em 2030.

detalhar +fechar

Diagnóstico

A parcela do custeio agrícola do BB contratada com seguro, Proagro ou proteção de preço caiu de 54,1% (safra 2023/24) para 35,6% (2025/26). No mesmo período a inadimplência do custeio agropecuário chegou a 10,18%. A carteira rural das cooperativas também tem pouca cobertura de seguro, cerca de 12%, mas inadimplência muito menor, o que mostra que proximidade e acompanhamento pesam tanto quanto o seguro.

Caminho

  1. Oferecer o seguro agrícola subvencionado na mesma contratação do custeio, com o prêmio financiado.
  2. Pedir ao Ministério da Agricultura prioridade de subvenção ao prêmio para pequenos e médios produtores do BB.
  3. Usar o zoneamento agrícola e os dados de clima no preço e no limite.

Quanto custa ou quanto rende

Cada ponto percentual a menos de perda na carteira de custeio (R$ 95,4 bi em junho de 2026) vale cerca de R$ 0,95 bi.

Riscos

Encarecer o crédito para o produtor. Salvaguarda: prêmio subvencionado e financiado.

Quem decide

Diretoria de Agronegócios do BB; Ministério da Agricultura (subvenção ao prêmio); CMN (Proagro).

B3

Banco das cooperativas agropecuárias

Meta. Carteira com cooperativas agropecuárias de R$ 20 bi em 2028 e R$ 25 bi em 2030, com convênios de assistência técnica.

detalhar +fechar

Diagnóstico

A carteira do BB com cooperativas agropecuárias (que compram, armazenam e vendem a produção, diferentes das cooperativas de crédito) dobrou em um ano, para R$ 11,5 bi em junho de 2026. Essas cooperativas têm assistência técnica e informação sobre o associado que o banco não tem.

Caminho

  1. Linhas de capital de giro, armazenagem e repasse ao associado com garantia da cooperativa.
  2. Convênio de assistência técnica: a cooperativa acompanha a lavoura, o BB financia.
  3. Prioridade às regiões onde a cooperativa de crédito avançou sobre o BB.

Quanto custa ou quanto rende

Crédito a pessoa jurídica com garantia da cooperativa, de risco menor que o do custeio individual.

Riscos

Concentração em poucas cooperativas. Salvaguarda: limite por grupo econômico.

Quem decide

Diretoria de Agronegócios do BB.

B4

Renegociação com acompanhamento técnico

Meta. Plano técnico para todo contrato renegociado acima de um valor mínimo, e publicação semestral da taxa de reincidência.

detalhar +fechar

Diagnóstico

A carteira renegociada pelo BB Regulariza Agro (MP 1.314) soma R$ 39,3 bi, 9,3% da carteira agro. Renegociação sem mudança na lavoura tende a voltar ao atraso.

Caminho

  1. Exigir plano de produção e seguro na renegociação, com assistência técnica conveniada (B3).
  2. Acompanhar a reincidência por safra e por região.

Quanto custa ou quanto rende

Redução de perdas na carteira renegociada; custo da assistência técnica compartilhado com as cooperativas e órgãos estaduais.

Riscos

Produtor sem capacidade de pagamento. Salvaguarda: análise caso a caso.

Quem decide

Diretoria de Agronegócios e Diretoria de Riscos do BB.

B5

Decisão perto do produtor

Meta. Resposta em até 5 dias úteis para 80% das propostas de Pronaf e Pronamp a partir da safra 2027/28, com alçada nos pontos leves, nos gerentes itinerantes e nas agências-polo.

detalhar +fechar

Diagnóstico

A cooperativa decide na cidade; o BB, cada vez mais, em centrais. Demora custa safra: o crédito de custeio fora do prazo do plantio perde a razão de ser.

Caminho

  1. Rever as alçadas para operações padronizadas até um teto por produtor.
  2. Medir e publicar o prazo de resposta por região (A6).

Quanto custa ou quanto rende

Sem custo direto; ganho de conversão e de fidelização.

Riscos

Decisão local com controle fraco. Salvaguarda: modelos de risco centrais e auditoria por amostra.

Quem decide

Diretoria de Agronegócios e Diretoria de Riscos do BB.

C5 medidas
Eixo C

Preço justo e relacionamento

C1

Cheque especial de pessoa física abaixo da mediana

Meta. Taxa de no máximo 6% ao mês em 2027 e abaixo da mediana do mercado em todos os meses a partir de 2028; oferta automática de parcelamento à taxa do crédito pessoal (48,7% ao ano) depois de 30 dias de uso.

detalhar +fechar

Diagnóstico

O BB cobra 8,2% ao mês (158% ao ano) no cheque especial de pessoa física, no nível dos grandes privados e no nível do teto de 8% ao mês fixado pelo CMN para os juros (a taxa informada ao Banco Central pode incluir encargos). O Banco Sicoob cobra 4,4% ao mês. O saldo do BB nessa linha é de R$ 3,3 bi, 0,9% da carteira de pessoa física.

Caminho

  1. Revisão da tabela de preços pela Diretoria.
  2. Parcelamento oferecido no aplicativo e no extrato, com simulação clara (Res. CMN 4.765/2019).
  3. Acompanhamento mensal pela posição do BB no ranking de taxas do Banco Central.

Quanto custa ou quanto rende

Redução máxima de receita de cerca de R$ 0,9 bi por ano, se todo o saldo pagasse a taxa cheia (2,2 pontos ao mês sobre R$ 3,3 bi); o efeito real é menor, porque parte do saldo está em atraso e não gera juros, e porque taxa menor reduz a inadimplência.

Riscos

Aumento do uso da linha. Salvaguarda: parcelamento automático e limites por renda.

Quem decide

Diretoria de Clientes Pessoa Física e Conselho Diretor do BB.

C2

Crédito justo para micro e pequenas empresas

Meta. Taxas do BB no cheque especial e no capital de giro de empresas abaixo da mediana do mercado a partir de 2027; carteira MPME de R$ 122 bi em 2028 (nível de junho de 2025) e R$ 135 bi em 2030.

detalhar +fechar

Diagnóstico

No cheque especial de empresas o BB cobra 14,7% ao mês (420% ao ano), mais que o dobro da mediana (196%). No capital de giro de até um ano, 34,8% ao ano, contra 15,0% do Banco Sicoob. A carteira de micro, pequenas e médias empresas encolheu 9,3% em doze meses, para R$ 110,5 bi.

Caminho

  1. Capital de giro com garantia do FGO e do Pronampe e com recebíveis de cartão, que reduzem o risco e o preço.
  2. Conversão automática do cheque especial em capital de giro parcelado.
  3. Gerente de empresas nos pontos leves (A2).

Quanto custa ou quanto rende

Redução máxima de receita no cheque especial de empresas de cerca de R$ 0,3 bi por ano (5,3 pontos ao mês sobre R$ 0,5 bi). Cada R$ 10 bi de carteira MPME recuperada rende R$ 0,46 bi por ano ao spread de empresas antes do risco (4,6% em 2026).

Riscos

Inadimplência de pequenas empresas. Salvaguarda: garantias públicas e de recebíveis.

Quem decide

Diretoria de Clientes MPE e Conselho Diretor do BB; Ministério da Fazenda e Sebrae para as garantias.

C3

Bônus de adimplência

Meta. Piloto em 2027 no Sul e no Sudeste: devolução de 10% dos juros pagos em dia no Pronamp e no custeio do pequeno produtor; ampliação nacional em 2029 se a inadimplência do grupo cair.

detalhar +fechar

Diagnóstico

A cooperativa devolve parte do resultado ao cooperado em forma de sobras. O cliente do BB que paga em dia não recebe nada por isso, e paga a mesma taxa de quem atrasa.

Caminho

  1. Crédito do bônus na conta no fim do contrato, só para quem pagou todas as parcelas em dia.
  2. Comparação da inadimplência entre regiões com e sem bônus.

Quanto custa ou quanto rende

O Pronamp do BB nas duas regiões soma cerca de R$ 17,7 bi; com juros de 8% a 10% ao ano, devolver 10% custa R$ 140 a 180 mi por ano. Retorno em menor perda e em retenção do cliente.

Riscos

Custo sem efeito. Salvaguarda: piloto com avaliação antes de ampliar.

Quem decide

Diretoria de Agronegócios e Conselho de Administração do BB.

C4

Fim das metas individuais por produto

Meta. A partir de 2027, metas das agências medidas por relacionamento, satisfação, adimplência e reclamações, sem meta individual por produto.

detalhar +fechar

Diagnóstico

Metas individuais de venda de seguro, capitalização e consórcio estimulam a venda casada, que é proibida (Código de Defesa do Consumidor, art. 39, I), e o assédio. A carta aberta dos funcionários do BB de outubro de 2026 cobra o fim das metas abusivas.

Caminho

  1. Revisão do programa de metas, negociada com as entidades representativas.
  2. Ouvidoria publica trimestralmente as reclamações por venda casada.

Quanto custa ou quanto rende

Possível perda de receita de produtos de prateleira no curto prazo; ganho de retenção e menor risco jurídico e de imagem.

Riscos

Queda de receitas de serviços. Salvaguarda: metas de relacionamento que incluem uso de produtos adequados ao perfil.

Quem decide

Diretoria Executiva e Conselho de Administração do BB; negociação coletiva.

C5

Preço transparente

Meta. A partir de 2027, o aplicativo mostra, ao lado de cada oferta de crédito, a taxa do BB e a mediana do mercado na semana.

detalhar +fechar

Diagnóstico

O cliente não vê, na hora de contratar, quanto a taxa do BB está acima ou abaixo do mercado. O Banco Central publica as taxas por instituição toda semana.

Caminho

  1. Integrar a base pública de taxas do Banco Central ao aplicativo.

Quanto custa ou quanto rende

Custo de tecnologia pequeno; argumento comercial nas linhas em que o BB já é mais barato (veículos, crédito pessoal, rotativo do cartão).

Riscos

Expor as linhas em que o BB é mais caro. Salvaguarda: as medidas C1 e C2 corrigem essas linhas antes.

Quem decide

Diretoria de Clientes do BB.

D3 medidas
Eixo D

Pessoas no interior

D1

Quadro para o interior

Meta. 2.000 contratações por concurso entre 2027 e 2028: 900 para os pontos leves, 500 gerentes rurais itinerantes e 600 analistas de crédito rural para as agências-polo.

detalhar +fechar

Diagnóstico

O BB tem 83.991 funcionários, 1.968 a menos que um ano antes. O quadro operacional caiu de 40.027 para 36.915 no mesmo período. Os pontos leves e os gerentes itinerantes exigem gente onde o banco saiu.

Caminho

  1. Concurso com lotação regional e vínculo mínimo à região.
  2. Formação em crédito rural e atendimento antes da lotação.

Quanto custa ou quanto rende

As 1.400 vagas de A2 e A3 já estão no custo dessas medidas; as 600 restantes custam cerca de R$ 0,19 bi por ano.

Riscos

Custo fixo em ano de resultado baixo. Salvaguarda: contratação em duas etapas, a segunda condicionada à carteira dos primeiros pontos.

Quem decide

Diretoria de Pessoas, Conselho de Administração; Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) para o quadro.

D2

Carreira de gerente rural que fica

Meta. Permanência mínima de três anos na mesma região para gerentes rurais, com adicional de interior e trilha de carreira própria a partir de 2027.

detalhar +fechar

Diagnóstico

Relacionamento rural depende de conhecer o produtor ao longo de várias safras. No ramo bancário, 23 de cada 100 bancários foram transferidos de unidade em 2025, mais que o dobro das cooperativas (10).

Caminho

  1. Adicional de interior negociado em acordo coletivo.
  2. Promoção vinculada a carteira saudável na região, e não à transferência.

Quanto custa ou quanto rende

Adicional de 20% para 1.400 gerentes e funcionários dos novos pontos custa cerca de R$ 90 mi por ano.

Riscos

Rigidez de alocação. Salvaguarda: permanência mínima, não vitalícia.

Quem decide

Diretoria de Pessoas do BB e negociação coletiva.

D3

Formação técnica no campo

Meta. Todos os gerentes rurais certificados em análise agronômica básica, zoneamento e seguro até 2028.

detalhar +fechar

Diagnóstico

Crédito rural de qualidade exige conhecer cultura, clima, preço e seguro. A inadimplência do custeio de 10,18% mostra que a análise falhou em parte da carteira.

Caminho

  1. Programa de formação com Embrapa, universidades e cooperativas agropecuárias.
  2. Certificação renovada a cada dois anos.

Quanto custa ou quanto rende

Custo de formação pequeno diante de um ponto de perda no custeio (R$ 0,95 bi).

Riscos

Formação sem uso. Salvaguarda: certificação ligada à alçada (B5).

Quem decide

Diretoria de Pessoas e Diretoria de Agronegócios do BB.

E3 medidas
Eixo E

Capital, governança e caráter público

E1

Capital para crescer onde importa

Meta. Capital Principal de pelo menos 11,5% em todo o período, com pagamento de dividendos de no máximo 30% do lucro enquanto o índice estiver abaixo de 12%, para financiar a carteira recuperada (A2) sem aporte do Tesouro.

detalhar +fechar

Diagnóstico

O Capital Principal do BB está em 11,27% e a Basileia em 13,91%. O lucro projetado para 2026 é de R$ 18 a 22 bi, e o BB pagou R$ 1,8 bi em juros sobre capital e dividendos no 1º semestre de 2026, cerca de 24% do lucro ajustado.

Caminho

  1. Política de capital e dividendos aprovada pelo Conselho de Administração e comunicada ao mercado.
  2. Prioridade de capital para crédito rural com mitigação, MPME com garantia e cooperativas agropecuárias.

Quanto custa ou quanto rende

A carteira recuperada de R$ 20 bi pede R$ 1,7 a 2,3 bi de Capital Principal em quatro anos, cerca de 2% a 3% do lucro projetado no período.

Riscos

Pressão da União por dividendos em ano fiscal apertado. Salvaguarda: regra por gatilho, pública.

Quem decide

Conselho de Administração e assembleia de acionistas (União como controladora).

E2

Metas de presença na remuneração da diretoria

Meta. A partir de 2027, 20% da remuneração variável da diretoria ligada aos indicadores do capítulo 18.

detalhar +fechar

Diagnóstico

A remuneração variável da diretoria segue indicadores financeiros. Nenhum indicador de presença, fatia no crédito rural ou preço ao cliente pesa na avaliação.

Caminho

  1. Proposta do Conselho de Administração à assembleia, com parecer do comitê de remuneração.

Quanto custa ou quanto rende

Sem custo.

Riscos

Indicadores mal calibrados. Salvaguarda: revisão anual.

Quem decide

Conselho de Administração, comitê de remuneração e assembleia de acionistas; SEST.

E3

Controle público com resultado

Meta. Manter o controle público e levar o preço da ação para perto do valor patrimonial pela via do resultado: retorno sobre o patrimônio de pelo menos 12% em 2028 e 15% em 2030 (meta de resultado, decorrente do conjunto das medidas).

detalhar +fechar

Diagnóstico

A coordenadora econômica de uma das candidaturas à Presidência disse em setembro de 2026 que o BB "poderia" ser privatizado, porque vale menos que o patrimônio. O BB é negociado a 0,63 vez o valor patrimonial (junho de 2026). A Lei 9.491/1997, do Programa Nacional de Desestatização, não se aplica ao BB (art. 3º); a venda do controle dependeria de lei específica.

Caminho

  1. Comunicar ao mercado as metas de capital, presença e preço, com acompanhamento trimestral.
  2. Mostrar com dados o efeito da presença no resultado, como feito no capítulo 2.

Quanto custa ou quanto rende

Vender o controle a 0,63 vez o patrimônio significaria abrir mão de cerca de 37% do valor contábil da participação da União. Cada 0,1 de aumento na relação entre preço e valor patrimonial vale, sobre um patrimônio de R$ 189 bi, cerca de R$ 19 bi de valor de mercado.

Riscos

Ciclo do agro adiar a recuperação. Salvaguarda: mitigação (B2) e diversificação (C2, B3).

Quem decide

União como acionista controladora; Congresso Nacional para qualquer alteração do controle.

F3 medidas
Eixo F

Tarifa que disputa

F1

Conta sem tarifa para quem o BB quer de volta

Meta. A partir de 2027, conta com serviços equivalentes ao pacote III sem tarifa para cinco segmentos: produtor com crédito rural ativo no BB (Pronaf ou Pronamp), aposentado e pensionista do INSS com benefício de até dois salários mínimos, jovem de 16 a 24 anos (H1), servidor de prefeitura com folha no BB (G4) e microempreendedor individual (F2).

detalhar +fechar

Diagnóstico

O pacote padronizado III custa R$ 37,30 por mês no BB e R$ 16,00 no Banco Sicoob; o IV, R$ 55,60 e R$ 24,00. A cooperativa singular cobra em média até mais na tabela (R$ 43,98 e R$ 58,85), mas isenta quem concentra os negócios nela. A receita de conta corrente do BB foi de R$ 2,75 bi no 1º semestre de 2026.

Caminho

  1. Criar o pacote como serviço não padronizado sem custo, com adesão automática dos clientes elegíveis (Res. CMN 3.919/2010).
  2. Publicar o número de contas no programa e a retenção desses clientes no painel (A6).
  3. Avaliar depois de 12 meses a receita de crédito, seguros e investimentos dos clientes isentos.

Quanto custa ou quanto rende

O BB não divulga a receita de tarifas por segmento. Se esses cinco segmentos responderem por 10% a 15% da receita anual de conta corrente (cerca de R$ 5,5 bi), o custo máximo é de R$ 0,5 a 0,8 bi por ano. Em troca, o banco passa a ter o argumento mais simples contra a cooperativa: conta de graça para quem é cliente de verdade.

Riscos

Perda de receita sem ganho de clientela. Salvaguarda: segmentos definidos pelo relacionamento (crédito, benefício, folha) e avaliação em 12 meses.

Quem decide

Diretoria de Clientes e Conselho Diretor do BB.

F2

Empresa pequena sem tarifa de entrada

Meta. A partir de 2027, para MEI e microempresa: manutenção de conta zero, cartão empresarial sem anuidade com uso mínimo mensal e tarifas de concessão de crédito no máximo iguais às do Banco Sicoob; para pequena empresa, as mesmas regras com relacionamento mínimo.

detalhar +fechar

Diagnóstico

Na tabela de pessoa jurídica, o BB cobra até R$ 73,00 por mês de manutenção de conta ativa (Banco Sicoob, zero; Banco Sicredi, R$ 30,00), R$ 5.000,00 para conceder cheque especial ou conta garantida (R$ 1.000,00 e R$ 80,00), R$ 105,00 por cheque devolvido (R$ 35,00 e R$ 45,00) e R$ 2.376,00 de anuidade do cartão empresarial (R$ 120,00 no Banco Sicoob). Ao mesmo tempo, a carteira de micro, pequenas e médias empresas do BB caiu 9,3% em doze meses.

Caminho

  1. Revisar a tabela de pessoa jurídica por porte.
  2. Vincular as isenções a recebimentos pelo BB (Pix, boleto, maquininha), que geram depósito e informação de crédito.

Quanto custa ou quanto rende

Não estimado: o BB não divulga a receita de tarifas de pessoa jurídica por porte. Retorno pela recuperação da carteira MPME (C2): cada R$ 10 bi rendem R$ 0,46 bi por ano antes do risco.

Riscos

Uso da isenção sem movimentação. Salvaguarda: uso mínimo e recebimentos no BB.

Quem decide

Diretoria de Clientes MPE e Conselho Diretor do BB.

F3

Cartão sem anuidade e a devolução de quem é cliente

Meta. Cartão básico sem anuidade a partir de 2027; tarifas de balcão no máximo iguais às do Banco Sicoob para clientes com mais de 60 anos e nos pontos leves (A2); a partir de 2028, devolução anual de parte das tarifas pagas a quem concentra crédito, investimento e recebimentos no BB, no modelo das sobras das cooperativas, combinada com o bônus de adimplência (C3).

detalhar +fechar

Diagnóstico

A anuidade do cartão básico nacional do BB é de R$ 234,00, a mais alta da comparação (Caixa R$ 156,00, Bradesco R$ 108,00, Banco Sicoob R$ 28,80). A TED no balcão custa R$ 34,60 (R$ 13,00 no Banco Sicoob) e a transferência entre contas no balcão, R$ 11,30 (R$ 1,50). Quem paga tarifa no balcão, no interior, é em geral quem não usa o aplicativo, como idosos.

Caminho

  1. Revisar a tabela de pessoa física.
  2. Definir a régua de devolução pelo resultado do cliente com o banco, com crédito na conta uma vez por ano.

Quanto custa ou quanto rende

Não estimado em separado; a renda de cartões do BB foi de R$ 1,04 bi no 1º semestre de 2026, e a anuidade é só parte dela. A devolução é calibrada para ser paga com o resultado adicional do próprio cliente.

Riscos

Perda de receita. Salvaguarda: devolução proporcional ao resultado gerado.

Quem decide

Diretoria de Clientes e Diretoria de Cartões do BB.

G5 medidas
Eixo G

BB do Município

G1

Pacote BB Município

Meta. Até o fim de 2027, oferta única para os 5.570 municípios: conta de movimentação sem tarifa; arrecadação de tributos por Pix e boleto sem tarifa nos municípios com até 50 mil habitantes; aplicação automática das disponibilidades em fundo de títulos públicos; conciliação automática com o sistema contábil; painel de recebimentos (FPM, Fundeb, SUS, transferências); e um gerente de setor público em cada uma das 133 regiões geográficas intermediárias.

detalhar +fechar

Diagnóstico

Desde a LC 196/2022 a cooperativa pode receber depósitos dos municípios onde tem dependência, e há tribunal de contas que admite isso mesmo havendo banco oficial (capítulo 5). O BB guarda por lei as contas do Fundeb, administra o maior volume de fundos do poder público e dos regimes próprios de previdência, mas não tem uma oferta padronizada para a prefeitura pequena.

Caminho

  1. Desenhar o pacote com as associações de municípios e os tribunais de contas.
  2. Levar o pacote primeiro aos municípios com cooperativa e sem agência do BB.
  3. Publicar, para cada prefeitura cliente, a rentabilidade das disponibilidades aplicadas.

Quanto custa ou quanto rende

Custo de tarifa de arrecadação e de 133 gerentes (cerca de R$ 43 mi por ano). Retorno em depósitos, taxa de administração de fundos (que já é a maior receita de serviços do BB) e na porta de entrada para folha, crédito e previdência.

Riscos

Captura política da relação com a prefeitura. Salvaguarda: oferta padronizada e pública, igual para todos os municípios.

Quem decide

Diretoria de Governo e Conselho de Administração do BB.

G2

Crédito ao município pequeno com garantia da União

Meta. Programa para municípios com até 50 mil habitantes e CAPAG A ou B: R$ 10 bi contratados entre 2027 e 2028 para estradas vicinais e máquinas, saneamento, iluminação eficiente, energia solar em prédios públicos, creches e unidades de saúde, com operação padronizada e prazo de análise publicado.

detalhar +fechar

Diagnóstico

Na parcela garantida pelo Tesouro, o crédito ao setor público tem peso zero no capital. O BB desembolsou R$ 16,5 bi a estados e municípios no 1º semestre de 2026, mas a prefeitura pequena raramente consegue montar a operação. São 2.677 municípios com CAPAG A ou B; 1.487 sem agência do BB.

Caminho

  1. Modelos padronizados de projeto e de contrato por finalidade.
  2. Apoio ao município no pedido de verificação de limites e condições junto ao Tesouro (G3).
  3. Pedir ao Ministério da Fazenda espaço para municípios pequenos dentro do limite anual de crédito ao setor público fixado pelo CMN.

Quanto custa ou quanto rende

Sem consumo de Capital Principal na parcela garantida. Ao spread de 1% ao ano, R$ 10 bi rendem cerca de R$ 0,1 bi por ano, com capital zero, além do relacionamento.

Riscos

Endividamento municipal. Salvaguarda: só CAPAG A ou B e limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Quem decide

Diretoria de Governo do BB; Tesouro Nacional (garantia e verificação de limites); CMN (limite de crédito ao setor público).

G3

Escritório de projetos para prefeituras pequenas

Meta. Um escritório de projetos por região geográfica intermediária até 2028, com analistas do BB e parceria com a Fundação Banco do Brasil, universidades e associações de municípios, para elaborar projetos de crédito (G2), convênios e transferências federais.

detalhar +fechar

Diagnóstico

Prefeituras pequenas perdem convênios, emendas e programas federais por falta de projeto e de capacidade técnica. O dinheiro que chega passa pelo banco em que a prefeitura tem conta.

Caminho

  1. Começar pelos municípios com CAPAG A ou B sem agência do BB.
  2. Medir projetos aprovados e valores captados por município.

Quanto custa ou quanto rende

Incluído no custo dos gerentes de setor público (G1), com apoio da Fundação BB.

Riscos

Conflito de interesse na escolha de fornecedores. Salvaguarda: o BB não indica fornecedor; só apoia projeto e contratação.

Quem decide

Diretoria de Governo do BB e Fundação Banco do Brasil.

G4

Folha municipal com contrapartida de presença

Meta. Nas licitações de folha, proposta do BB com contrapartidas que a cooperativa e os bancos privados não oferecem juntos: conta do servidor sem tarifa (F1), consignado no máximo à mediana do mercado, ponto leve ou gerente itinerante no município e o pacote BB Município (G1).

detalhar +fechar

Diagnóstico

A folha dos servidores municipais é disputada em licitação, e as cooperativas vencem cada vez mais delas no Sul. O servidor é cliente estável, com consignado de baixo risco.

Caminho

  1. Modelo de proposta padronizado por porte de município.
  2. Publicar folhas ganhas e perdidas por região no painel (A6).

Quanto custa ou quanto rende

Depende de cada licitação; o consignado público do BB soma R$ 113,0 bi e é uma das linhas de menor risco da carteira de pessoa física.

Riscos

Pagar caro pela folha. Salvaguarda: valor máximo calculado pelo resultado esperado do servidor-cliente.

Quem decide

Diretoria de Governo e Diretoria de Clientes do BB.

G5

Regime próprio de previdência seguro e barato

Meta. Fundos para regimes próprios de municípios pequenos com taxa de administração reduzida e carteira só em títulos públicos e fundos enquadrados; formação gratuita para conselheiros e gestores a partir de 2027.

detalhar +fechar

Diagnóstico

A BB Asset é líder na gestão de recursos de regimes próprios de previdência (R$ 108,1 bi). Regimes pequenos têm conselhos com pouca formação e estão expostos a aplicações de risco.

Caminho

  1. Linha de fundos dedicada, com taxa decrescente pelo porte do regime.
  2. Curso de certificação para conselheiros, em parceria com a Secretaria de Regime Próprio e Complementar.

Quanto custa ou quanto rende

Taxa menor por real, compensada pela escala e pela relação com a prefeitura.

Riscos

Concentração de recursos de regimes no BB. Salvaguarda: regras de enquadramento do CMN e transparência.

Quem decide

BB Asset e Diretoria de Governo do BB.

H4 medidas
Eixo H

Jovens e sucessão

H1

Conta Jovem do interior

Meta. Conta para jovens de 16 a 24 anos sem tarifa (F1), cartão sem anuidade, investimento a partir de R$ 1 e educação financeira no aplicativo; base de clientes de 16 a 24 anos nos municípios com até 50 mil habitantes crescendo 10% ao ano, publicada no painel.

detalhar +fechar

Diagnóstico

Os clientes do BB de 8 a 25 anos cresceram 7% em doze meses, e os universitários, 6%, com carteira de R$ 22,4 bi. Mas o jovem do interior abre a primeira conta onde a família já está, e a família do produtor está cada vez mais na cooperativa.

Caminho

  1. Abertura digital com responsável para menores de 18 anos.
  2. Campanhas nas escolas e eventos do interior (H3).
  3. Medir a base por faixa de idade e porte de município.

Quanto custa ou quanto rende

Custo baixo por conta; retorno de longo prazo em relacionamento.

Riscos

Contas sem uso. Salvaguarda: conteúdo e benefícios ligados ao uso.

Quem decide

Diretoria de Clientes do BB.

H2

BB Sucessor: a primeira safra do jovem do campo

Meta. A partir da safra 2027/28, programa para filhos e filhas de clientes rurais e para jovens de 18 a 29 anos: primeiro crédito de custeio ou investimento (Pronaf Jovem e Pronamp), com carência, seguro e assistência técnica (B2, B3); orientação sobre planejamento da sucessão para a família; meta de 20 mil contratos por safra em 2028/29.

detalhar +fechar

Diagnóstico

Produtores com menos de 35 anos eram 16,9% em 2006 e 11,5% em 2017. A sucessão das propriedades vai acontecer nesta década, e quem financiar a primeira safra do sucessor fica com o cliente por décadas. O Pronaf tem linha para jovens, mas o acesso depende de projeto e de quem esteja perto para montar a proposta.

Caminho

  1. Usar a carteira de clientes rurais para identificar famílias com sucessores.
  2. Operar pelos gerentes itinerantes e pontos leves (A2, A3).
  3. Parceria com escolas agrícolas e institutos federais.

Quanto custa ou quanto rende

Crédito de baixo valor unitário; retorno no relacionamento de longo prazo e na redução do risco de perda do cliente na troca de geração.

Riscos

Inadimplência maior no primeiro crédito. Salvaguarda: seguro, assistência técnica e garantia da família.

Quem decide

Diretoria de Agronegócios do BB; Ministério do Desenvolvimento Agrário (Pronaf).

H3

Educação financeira nas escolas do interior

Meta. Programa em 1.000 escolas públicas até 2028, começando pelos municípios onde o BB fechou a última agência, em parceria com as redes municipais (G1) e com a Fundação BB.

detalhar +fechar

Diagnóstico

Cooperativas de crédito mantêm programas de educação cooperativa e financeira em escolas públicas do interior, como as cooperativas escolares do Sicredi, no Rio Grande do Sul desde 2014. O BB tem a Fundação Banco do Brasil e lançou o BB Educa no ensino superior, mas não tem presença equivalente na escola básica do interior.

Caminho

  1. Conteúdo de educação financeira e de empreendedorismo rural para os anos finais do ensino fundamental e o ensino médio.
  2. Voluntariado de funcionários dos pontos leves e agências-polo.

Quanto custa ou quanto rende

Custo da Fundação BB e de material; retorno de marca e de relacionamento.

Riscos

Uso comercial indevido na escola. Salvaguarda: conteúdo sem venda de produto.

Quem decide

Fundação Banco do Brasil e Diretoria de Marketing do BB; redes municipais de ensino.

H4

Primeiro emprego nos pontos leves

Meta. Um jovem aprendiz ou estagiário em cada ponto leve a partir de 2028, recrutado no próprio município.

detalhar +fechar

Diagnóstico

Os pontos leves e os gerentes itinerantes vão abrir trabalho onde o BB saiu. A lei de aprendizagem (Lei 10.097/2000) já obriga o banco a contratar aprendizes.

Caminho

  1. Programa com escolas e institutos federais da região.

Quanto custa ou quanto rende

Custo de bolsa e encargos; dentro da cota legal de aprendizes.

Riscos

Baixo.

Quem decide

Diretoria de Pessoas do BB.

I4 medidas
Eixo I

Novas frentes

I1

O aposentado do interior

Meta. A partir de 2027: conta do aposentado de até dois salários mínimos sem tarifa (F1); consignado INSS abaixo da mediana do mercado; atendimento presencial prioritário nos pontos leves; proteção contra golpes com bloqueio de operações atípicas e confirmação presencial opcional.

detalhar +fechar

Diagnóstico

Nas cidades pequenas, o benefício do INSS é uma das maiores fontes de renda, e o aposentado é quem mais precisa de atendimento presencial. O consignado do INSS do BB custa 24,2% ao ano, um pouco acima da mediana do mercado (23,5%), e o banco ocupa a 23ª posição entre 37.

Caminho

  1. Revisão de preço do consignado INSS.
  2. Ferramenta de proteção no aplicativo e no ponto leve.

Quanto custa ou quanto rende

Carteira consignado INSS do BB de R$ 28,3 bi; cada ponto percentual a menos de taxa custa cerca de R$ 0,28 bi por ano, compensado por volume e retenção.

Riscos

Margem menor. Salvaguarda: linha de baixíssimo risco.

Quem decide

Diretoria de Clientes Pessoa Física do BB.

I2

Consórcio de máquinas para o produtor

Meta. Grupos de consórcio de máquinas, implementos e energia solar formados com cooperativas agropecuárias e revendas, oferecidos nos pontos leves e pelos gerentes itinerantes a partir de 2027.

detalhar +fechar

Diagnóstico

A carteira de crédito do BB para máquinas e implementos caiu 12,7% em doze meses, para R$ 50,7 bi. O consórcio permite ao produtor planejar a compra sem que o banco carregue a carteira, e as taxas de administração de consórcio do BB cresceram 14,1% no semestre.

Caminho

  1. Grupos com prazos ligados ao calendário da safra.
  2. Parceria com cooperativas agropecuárias para formar grupos (B3).

Quanto custa ou quanto rende

Receita de taxa de administração sem consumo de capital de crédito.

Riscos

Venda inadequada. Salvaguarda: fim das metas por produto (C4).

Quem decide

BB Consórcios e Diretoria de Agronegócios do BB.

I3

O comércio da cidade pequena

Meta. Pacote para o comércio de municípios com até 50 mil habitantes: Pix de cobrança sem tarifa, maquininha sem aluguel para quem recebe pelo BB e antecipação de recebíveis ao custo do capital de giro com garantia (C2).

detalhar +fechar

Diagnóstico

O comerciante do interior escolhe o banco pela maquininha, pelo Pix de cobrança e pela antecipação de recebíveis. As cooperativas oferecem esse pacote próprio aos associados. O BB tem a Cielo como coligada e Pix e boleto próprios.

Caminho

  1. Acordo comercial com a Cielo.
  2. Oferta pelos pontos leves e pelo gerente de empresas.

Quanto custa ou quanto rende

Receita de recebimentos e de crédito com garantia de recebíveis.

Riscos

Preço da maquininha abaixo do custo. Salvaguarda: pacote vinculado ao volume recebido no BB.

Quem decide

Diretoria de Clientes MPE do BB; Cielo.

I4

Armazenagem e energia no campo

Meta. Linhas de armazenagem coletiva com cooperativas agropecuárias e de energia solar em propriedades familiares, com carteira de armazenagem de R$ 22 bi em 2028.

detalhar +fechar

Diagnóstico

A carteira de armazenagem do BB é de R$ 17,9 bi (+4,4% em doze meses). Armazém próprio ou coletivo permite ao produtor vender na hora certa e reduz o risco do crédito de custeio. Energia solar na propriedade reduz custo fixo.

Caminho

  1. Usar os recursos do Plano Safra e do BNDES para armazenagem.
  2. Projetos coletivos pelas cooperativas agropecuárias (B3).

Quanto custa ou quanto rende

Crédito de investimento com garantia real e risco menor que o custeio.

Riscos

Projeto superdimensionado. Salvaguarda: análise técnica e participação da cooperativa.

Quem decide

Diretoria de Agronegócios do BB.

J7 medidas
Eixo J

Disputar com os bancos privados

J1

Recebíveis e capital de giro: a Cielo trabalhando para o BB

Meta. Fatia em recebíveis de 8% em 2028 e 10% em 2030 (cerca de R$ 8 bi a mais de carteira, com o mercado constante). Para a empresa que domicilia os recebíveis no BB, capital de giro de até um ano no máximo à taxa média dos três grandes privados (hoje 30,2% ao ano) a partir de 2027.

detalhar +fechar

Diagnóstico

O BB tem 6,3% dos recebíveis do sistema (Bradesco 14,2%, Itaú 14,1%) e 11,3% do capital de giro (Bradesco 15,1%), e as duas carteiras caíram 10,7% e 11,6% em doze meses. Na antecipação de recebíveis de cartão e no desconto de duplicatas o preço do BB está entre o do Itaú e o do Bradesco; o que falta é o domicílio bancário: o recebível vai para o banco onde a maquininha deposita. O BB é sócio da Cielo, com o Bradesco, mas não usa essa sociedade para trazer o domicílio do lojista. No capital de giro de até um ano, cobra 34,8% ao ano, contra 26,6% do Itaú e 30,5% do Santander.

Caminho

  1. Oferta conjunta BB e Cielo: domicílio no BB com antecipação automática ao preço da tabela de recebíveis, conta PJ do pacote F2 e Pix de cobrança sem tarifa (I3).
  2. Capital de giro garantido pela trava dos recebíveis domiciliados, com taxa definida pela garantia e não pelo porte da empresa.
  3. Portabilidade ativa de recebíveis pelo registro nas registradoras, com proposta do BB a quem recebe por outro banco.
  4. Meta de domicílio no painel das agências de empresas, sem meta individual de venda (C4).

Quanto custa ou quanto rende

Os R$ 8 bi de recebíveis e giro garantido, a um spread ajustado ao risco de 2% a 3%, rendem R$ 0,16 a 0,24 bi por ano, mais tarifas de conta e de cobrança. Custo estimado da taxa menor: cerca de R$ 0,4 bi por ano se R$ 8 bi da carteira de giro de curto prazo (a parte garantida por recebíveis domiciliados) passarem à nova taxa. Consumo de capital: R$ 8 bi de carteira pedem cerca de R$ 0,7 a 0,9 bi de Capital Principal.

Riscos

Fraude na trava de recebíveis e disputa de preço com o sócio Bradesco na Cielo. Salvaguarda: garantia registrada e acordo comercial que separe a rede de captura da disputa bancária.

Quem decide

Vice-presidência de Negócios de Atacado e Diretoria de Clientes MPE do BB; Conselho da Cielo.

J2

Micro e pequena empresa com crédito pelo faturamento

Meta. Fatia de 3% no crédito à micro empresa e de 14% na pequena empresa em 2030. Decisão de crédito de até R$ 150 mil para micro e pequena empresa em até 48 horas, com base no faturamento recebido no BB ou compartilhado pelo Open Finance.

detalhar +fechar

Diagnóstico

O BB tem 1,5% do crédito à micro empresa (Caixa 21,3%, Nubank 7,7%) e 10,8% da pequena empresa (Bradesco 23,3%). A carteira de MPME caiu 9,3% em doze meses, para R$ 110,5 bi. O banco administra o Fundo de Garantia de Operações (FGO) do Pronampe, mas a micro empresa continua a ser atendida por quem conhece o faturamento dela: o banco da maquininha e o do Pix.

Caminho

  1. Modelo de crédito pelo fluxo de Pix, boletos e recebíveis da conta, com autorização da empresa para usar os dados do Open Finance.
  2. Pronampe e FGO como linha padrão para a micro empresa, com o preço da garantia e não do risco sem garantia.
  3. Gerente de pequena empresa nos pontos leves e nas agências das cidades médias (A2), com carteira menor e meta de adimplência.
  4. Conta PJ e cartão empresarial do pacote F2, e conversão automática do cheque especial em capital de giro parcelado (C2).

Quanto custa ou quanto rende

As duas metas acrescentam cerca de R$ 15 bi de carteira (R$ 13 bi na pequena empresa, hoje R$ 42,9 bi, e R$ 2 bi na micro, hoje R$ 1,9 bi), com margem de cerca de R$ 0,7 bi por ano na proporção usada em C2 (R$ 0,46 bi por R$ 10 bi). Consumo de capital: R$ 1,3 a 1,7 bi de Capital Principal.

Riscos

Inadimplência alta na micro empresa. Salvaguarda: garantia do FGO, limite pelo faturamento comprovado e revisão do modelo a cada safra de contratos.

Quem decide

Diretoria de Clientes MPE e Diretoria de Crédito do BB; Ministério da Fazenda para os limites do FGO.

J3

Crédito para quem já é cliente

Meta. 40 milhões de clientes com crédito ativo em 2028 e 45 milhões em 2030. Fatia de 12% no cartão em 2030. Rotativo do cartão e crédito pessoal sempre abaixo da taxa média dos três grandes privados.

detalhar +fechar

Diagnóstico

O BB trabalha a segmentação de cerca de 89 milhões de clientes pessoa física, mas tem 33,4 milhões de clientes com operação de crédito ativa, contra 63,8 milhões do Nubank e 47,2 milhões do Itaú. No crédito pessoal o BB cobra menos que o Itaú e o Bradesco, e no rotativo do cartão, menos que o Bradesco e o Santander; ainda assim, tem 14,0% do crédito pessoal (Nubank 15,3%) e 9,9% do cartão (Itaú 20,4%, Nubank 15,7%). O cliente que recebe salário ou benefício no BB vai buscar crédito em outro lugar.

Caminho

  1. Limite pré-aprovado no aplicativo para quem recebe salário, aposentadoria ou benefício no BB, calculado pela renda da conta e pelo comprometimento total informado no SCR.
  2. Cartão básico sem anuidade com uso mínimo (F3) oferecido a todo correntista com renda na conta.
  3. Parcelamento automático da fatura em atraso à taxa do crédito pessoal, nunca ao rotativo.
  4. Teto de comprometimento da renda com crédito sem garantia e alerta ao cliente quando ele se aproximar do teto.

Quanto custa ou quanto rende

Cada milhão de clientes novos com crédito, a um saldo médio de R$ 5 mil, soma R$ 5 bi de carteira; 6,6 milhões a mais em 2028 somam cerca de R$ 33 bi, com consumo de Capital Principal de R$ 2,8 a 3,8 bi se toda a carteira for nova. A meta deve crescer no ritmo que o capital permitir (E1).

Riscos

Endividamento do cliente e inadimplência no cartão. Salvaguarda: limite pela renda conhecida, teto de comprometimento, parcelamento em vez de rotativo e fim das metas individuais por produto (C4).

Quem decide

Vice-presidência de Negócios de Varejo e Diretoria de Crédito do BB.

J4

Veículo e imóvel: o BB onde a compra acontece

Meta. Carteira de veículos originada pelo BB de R$ 8 bi em 2028 e R$ 12 bi em 2030; carteira imobiliária de R$ 55 bi em 2030. No imobiliário, disputa com os bancos privados na classe média e no servidor público, não com a Caixa no Minha Casa, Minha Vida.

detalhar +fechar

Diagnóstico

Em veículos o BB cobra 13,9% ao ano, contra 22,3% do Bradesco e 23,0% da mediana, e tem 2,8% do mercado (Santander 19,1%). A carteira originada pelo próprio banco caiu 26,8% em doze meses, para R$ 3,1 bi, e é menor que a carteira comprada de outras instituições (R$ 7,8 bi). Pelo indicador do próprio BB, a fatia foi de 7,6% em março de 2018. No financiamento imobiliário, a carteira caiu 5,3%, para R$ 45,2 bi. O carro é financiado na concessionária e o imóvel, no correspondente da incorporadora, onde o BB quase não está.

Caminho

  1. Crédito de veículo pré-aprovado no aplicativo, com carta de crédito que o cliente leva à concessionária.
  2. Parcerias com concessionárias e revendas de máquinas e veículos nas cidades médias do interior, aproveitando o relacionamento do crédito rural e do consórcio (I2).
  3. Financiamento imobiliário com desconto para quem recebe salário no BB, em especial servidores públicos, e portabilidade ativa de quem financiou em banco privado.
  4. Correspondentes imobiliários credenciados, com análise e decisão sempre pelo banco.

Quanto custa ou quanto rende

Veículos: R$ 5 bi a mais de carteira a um spread de 3% a 4% rendem R$ 0,15 a 0,2 bi por ano. Imobiliário: R$ 10 bi a mais, com garantia real e prazo longo, prendem o cliente por 20 a 30 anos e trazem conta, cartão e seguros.

Riscos

Comissão alta para a concessionária e pressão por venda. Salvaguarda: remuneração do parceiro por contrato adimplente e taxa igual no aplicativo e na loja.

Quem decide

Vice-presidência de Negócios de Varejo do BB; BB Consórcios.

J5

Consignado: defender o público e crescer no privado

Meta. Consignado público na mediana do mercado ou abaixo dela a partir de 2027, com prioridade para os servidores de entes com folha no BB (G4). Consignado privado de R$ 25 bi em 2028, com taxa entre as três menores do mercado.

detalhar +fechar

Diagnóstico

O consignado público é a maior linha de pessoa física do BB (R$ 113,0 bi) e uma das de menor risco, mas ficou parado em doze meses (+0,3%). O BB cobra 24,5% ao ano, a taxa mais alta entre os grandes bancos (Itaú 22,3%, Bradesco 22,2%, Santander 23,9%), o que expõe a carteira à portabilidade para os privados. No consignado do trabalhador do setor privado, com desconto pelo eSocial, a carteira do BB cresceu 127,8%, para R$ 12,4 bi, mas a taxa (42,7%) é maior que a do Santander (35,0%).

Caminho

  1. Revisão de preço do consignado público nas novas operações e nas propostas de retenção de portabilidade.
  2. Consignado privado oferecido primeiro às empresas com folha e conta no BB, em especial as do agro e da agroindústria no interior.
  3. Garantia do FGTS e do seguro prestamista no consignado privado, para reduzir o preço.
  4. Teto de comprometimento da renda (J3) também no consignado.

Quanto custa ou quanto rende

Reduzir 0,5 ponto percentual (até a mediana de 23,9%) em toda a carteira pública custaria cerca de R$ 0,6 bi por ano; aplicada só às novas operações e às portabilidades, custa R$ 0,1 a 0,2 bi no primeiro ano e protege a carteira de R$ 113 bi. Os R$ 12,6 bi a mais de consignado privado, a um spread ajustado ao risco de 4% a 5%, rendem R$ 0,5 a 0,6 bi por ano.

Riscos

Perda de margem e risco de desemprego no consignado privado. Salvaguarda: redução só para quem tem folha no BB e garantia do FGTS no privado.

Quem decide

Vice-presidência de Negócios de Varejo do BB.

J6

Investimento e alta renda no interior

Meta. Fatia em gestão de recursos de volta a 20% em 2030. Atendimento BB Estilo nas agências-polo das 100 regiões imediatas com maior crédito rural até 2028.

detalhar +fechar

Diagnóstico

A BB Asset lidera a gestão para investidores institucionais, poder público, varejo tradicional e regimes próprios, mas a fatia no ranking de gestão caiu de 19,5% em 2022 para 18,1% em junho de 2026. Os fundos do segmento alta renda cresceram 27,9% em doze meses, para R$ 152,7 bi, o que mostra demanda. No interior, o produtor médio e grande, o profissional liberal e o empresário da cidade média são atendidos no crédito pelo BB, mas muitas vezes investem em plataformas e bancos privados.

Caminho

  1. Especialistas de investimento nas agências-polo do agro, com carteira formada pelos clientes de crédito rural médio e grande.
  2. Produtos do agro para o investidor do interior: LCA, CRA estruturados pelo BB (J7) e fundos de crédito rural.
  3. Planejamento da sucessão patrimonial junto com o BB Sucessor (H2).
  4. Remuneração do especialista por captação líquida e permanência, sem meta por produto (C4).

Quanto custa ou quanto rende

A administração de fundos rendeu R$ 5,6 bi no 1º semestre de 2026. Cada ponto percentual de fatia equivale a cerca de 5,5% dessa receita, ou R$ 0,6 bi por ano. Custo de 300 especialistas: cerca de R$ 0,1 bi por ano. Não consome capital de crédito.

Riscos

Venda de produto inadequado ao perfil. Salvaguarda: suitability e remuneração sem meta por produto.

Quem decide

BB Asset e Vice-presidência de Negócios de Varejo do BB.

J7

Mercado de capitais para o agro e para a grande empresa

Meta. Rendas de mercado de capitais de R$ 1 bi por ano em 2028, com prioridade para CRA de empresas do agro e da agroindústria e debêntures de infraestrutura.

detalhar +fechar

Diagnóstico

O BB lidera na grande empresa (16,2%), mas essa carteira caiu, e as rendas de mercado de capitais caíram 26,5% no 1º semestre de 2026 (R$ 269 mi). A grande empresa que deixa o crédito bancário vai ao mercado de debêntures e CRA, em que os bancos de investimento dos privados lideram. Com o Capital Principal em 11,27%, emprestar menos com o balanço e estruturar mais no mercado libera capital.

Caminho

  1. BB Banco de Investimento e UBS BB com meta de originação para os clientes de crédito rural e agroindustrial de maior porte.
  2. Distribuição de CRA e debêntures incentivadas na rede de alta renda (J6).
  3. Troca de parte do crédito de grande empresa, quando possível, por emissão estruturada pelo BB, liberando capital para o crédito à pequena empresa e ao interior.

Quanto custa ou quanto rende

Passar de cerca de R$ 0,55 bi (o 1º semestre de 2026 anualizado) para R$ 1 bi por ano em rendas de mercado de capitais acrescenta cerca de R$ 0,45 bi de receita sem consumir capital, e cada R$ 10 bi de crédito de grande empresa convertidos em emissão liberam cerca de R$ 0,9 a 1,1 bi de Capital Principal.

Riscos

Ciclo do mercado de capitais e risco de imagem em emissão com problema. Salvaguarda: análise de crédito igual à do empréstimo e limite de garantia firme.

Quem decide

BB Banco de Investimento e Vice-presidência de Negócios de Atacado do BB.

R$ 4,3 bipor ano no máximo, entre 20% e 24% do lucro projetado para 2026
Impacto

Quanto custa e o que pede de volta

Os custos fixos de presença e pessoas (pontos leves, gerentes itinerantes, quadro e carreira, especialistas de investimento) somam cerca de R$ 0,94 bi por ano. Somados os tetos de redução de receita de juros e tarifas (até R$ 3,2 bi), o bônus de adimplência e os gerentes de setor público, o plano custaria no máximo cerca de R$ 4,3 bi por ano. É um limite superior: supõe que nada volte em volume e clientes, e a implantação em etapas permite parar o que não der resultado. A carteira que o Eixo J busca deve crescer no ritmo da política de capital, com a troca de crédito de grande empresa por emissões no mercado de capitais liberando parte desse capital. O plano não pede aporte do Tesouro.

481regiões do interior comparadas
Método

Como o teste foi feito

ESTBAN por município (Banco Central), dez/2014 a jun/2026, BB pelo CNPJ básico 00000000. Unidade: região geográfica imediata do IBGE, excluídas as regiões de capital e o DF. Exposição: parcela líquida de agências do BB fechadas entre 2016 e 2024. Resultado: crescimento do crédito (verbete 160), do crédito rural (163 a 167) e dos depósitos. Modelo: mínimos quadrados ponderados pelo saldo de 2016, com crescimento dos demais bancos, população e efeito fixo de UF; erros robustos. Pré-tendência 2014-2016 sem significância. É associação com controles, não experimento. Números conferidos por revisão independente com código próprio.