Henrichs Consultoria. Fortalecendo a atuação políticaPlano · 21 de outubro de 2026
Plano · Conab · 2027-2030

Conab que Abastece

Estoques que estabilizam, armazéns que se pagam e uma empresa pública com contas claras. Quarenta e quatro medidas em oito eixos, com mapa de prioridades da rede, novas fontes de receita e uma estrutura mais enxuta, com dados da Conab, do IBGE e do orçamento federal. Elaborado por Pedro Paulo Henrichs Neto.

R$ 1,33 bide subvenção do Tesouro para custeio e pessoal em 2025
3,6%das despesas cobertas por receita própria; 15,4% em 2018
0,9 Mtem condição de operar, de 1,68 Mt estáticas
132 mil tde estoques públicos em jul/2026; a meta é 1 milhão
R$ 388 mia menos de Tesouro por ano no cenário ampliado
44medidas; nenhuma exige lei nova

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Rede armazenadora própria da Conab
20162,3 Mt
2025, em operação0,9 Mt
Unidades 2016 → 202694 → 64Unidades certificadas2Faturamento de Ponta Grossa no total60,5%

Fontes: Conab, Relatório de Gestão 2016, Relatório da Administração 2024 e acordo com o BNDES (2025).

44medidas em oito eixos, para 2027-2030
Resumo

Uma Conab pública que abastece, guarda o que importa e mostra quanto custa cada coisa que faz

Conab que Abastece é o plano da Henrichs Consultoria para a Companhia Nacional de Abastecimento entre 2027 e 2030. Responde quanto a Conab custa e arrecada, quem trabalha nela, onde é eficiente, onde falha, se pode dar lucro, onde investir primeiro, como pagar a recuperação da rede e que receitas novas ela pode ter.

Cada medida tem diagnóstico, meta, caminho, custo ou retorno, riscos e quem decide. Nenhuma exige lei nova além das leis orçamentárias anuais.

A Conab não é uma empresa para dar lucro, e isso não é defeito

Ela executa políticas da União: preço mínimo, estoques públicos, compras da agricultura familiar, informação de safra e doação de alimentos. O resultado contábil depende da subvenção do Tesouro, que fecha a conta todo ano (lucro de R$ 65,6 mi em 2022 e R$ 14,1 mi em 2024; prejuízo de R$ 4,8 mi em 2025). A pergunta certa é outra: quanto custa cada política e quanto a empresa consegue gerar com o que tem.

A dependência do Tesouro aumentou

A subvenção para custeio e pessoal foi de R$ 1,33 bi em 2025, e a despesa de pessoal, de R$ 1,11 bi. A receita própria líquida cobriu 3,6% das despesas operacionais, contra 15,4% em 2018. A receita de armazenagem e aluguéis caiu de R$ 54,9 mi em 2023 para R$ 27,5 mi em 2025 (capítulo 3).

Um quadro menor, mais velho e de baixa escolaridade formal

São 3.214 empregados (eram 5.021 em 2015). Em 2024, 46% tinham só o ensino fundamental; em 2023, 41% eram anistiados readmitidos pela Lei 8.878/1994. Nas unidades armazenadoras, 78% dos empregados têm mais de 60 anos, o que os impede de fazer tratamento fitossanitário. O concurso de 2025 (403 vagas) foi homologado em fevereiro de 2026 e começa a repor o quadro (capítulo 2).

A rede armazenadora encolheu e envelheceu

Eram 94 unidades e 2,3 milhões de toneladas em 2016; hoje são 64 unidades e 1,66 milhão de toneladas estáticas, das quais só 0,9 milhão em condição de operar. Só duas unidades são certificadas. Entre 2018 e 2022 a empresa investiu R$ 6 mi na rede, contra uma necessidade de R$ 164 mi apontada pela própria auditoria interna. Uma unidade, Ponta Grossa (PR), fez 60,5% do faturamento de armazenagem para terceiros de 2024 (capítulo 5).

Estoque público sem regra vira promessa

A meta de 2026 é de 1 milhão de toneladas; em julho havia cerca de 132 mil, quase tudo milho, com arroz e feijão na casa das centenas de toneladas. A dotação para formar estoques chega a R$ 1,5 bi em alguns anos, e o pago no exercício fica entre R$ 100 e 450 mi. O leilão de importação de arroz de 2024 foi anulado depois que parte das vencedoras se mostrou sem capacidade técnica e financeira comprovada (capítulos 4 e 5).

O que funciona tem de ser preservado

O levantamento de safra é referência do mercado ao lado do USDA e do IBGE. Em 2024 a Conab contratou R$ 310 mi do PAA com agricultores familiares. As vendas de milho em balcão a pequenos criadores cresceram 70% em 2024 e mais 34% em 2025. A Conab é a única estrutura federal com presença em todas as UFs capaz de comprar, guardar e entregar alimento em emergência, como fez nas enchentes do Rio Grande do Sul (capítulo 4).

O controle é o ponto fraco

As contas de 2024 e 2025 tiveram opinião com ressalva da auditoria independente, por controles internos frágeis (em 2024, também por estoques), com ênfase sobre o imobilizado: imóveis sem escritura em nome da empresa. Das 56 recomendações da auditoria interna em 2025, 12 foram atendidas (capítulo 5).

Estoques com regra pública

Gatilhos de preço para comprar e vender, metas por produto que caibam no armazém, contratos de opção como regra e prioridade à rede própria. A meta de 1 milhão de toneladas passa a ter caminho: 600 mil t em 2028 e 1 milhão em 2030 (Eixo C).

Duas contas, uma empresa

O plano separa a conta da política pública, que a União paga por contrato e com custo pleno conhecido, da conta do negócio (armazenagem, leilões para terceiros, serviços técnicos e imóveis), que tem de se pagar. A rede armazenadora pode chegar a 2030 com receita e custo evitado suficientes para cobrir o custo de pessoal da rede (Eixos A e B).

Investir primeiro onde o retorno vem rápido

Sete unidades fizeram 92,6% do faturamento com terceiros em 2024; outras sete estão no cinturão onde a armazenagem cobre pouco mais da metade da safra (Mato Grosso 55%, Goiás 56%, Mato Grosso do Sul 51%). O plano organiza as 64 unidades em cinco grupos de prioridade, com mapa, e mostra como pagar a recuperação sem esperar só pelo Tesouro (capítulos 7 e 8).

Receitas que ainda não existem

Energia solar nos telhados e cessão de áreas, classificação de produtos, expurgo para terceiros, um monitor de cargas de grãos com notas fiscais e dados de pedágio, pátios e armazéns de retaguarda dos portos do Arco Norte e parcerias em que a União cede a área e um grande comprador constrói os silos, com receita dividida e reversão da obra (Eixo G).

Uma estrutura mais enxuta

27 superintendências passam a polos regionais com serviços compartilhados; 370 empregados trabalham hoje em outros órgãos, e a Conab não publica quem paga: a norma de cessão passa a exigir que o órgão de destino pague todo o custo, perde o prazo mínimo de 3 anos e ganha um teto de 5% por área; a tecnologia vai para a nuvem e os programas sociais podem receber bens apreendidos pela Receita (Eixo H).

Menos Tesouro, sem privatizar

Com as medidas, a receita própria líquida pode passar de cerca de R$ 50 mi para cerca de R$ 180 mi por ano em 2030, e as economias somam cerca de R$ 100 mi, das quais R$ 38 mi ficam com a União. A dependência do Tesouro cai de 96% para cerca de 86% das despesas operacionais. Em três cenários, o Tesouro deixa de pôr de R$ 190 mi a R$ 390 mi por ano em 2030; o maior depende de as cessões de empregados passarem a ser pagas por quem os recebe. Nenhuma medida exige lei nova além das leis orçamentárias anuais; só uma subsidiária, que o plano evita, exigiria (capítulos 17 e 19).

20+anos de atuação junto ao poder público federal
Quem fez este plano

Pedro Paulo Henrichs Neto, fundador e CEO da Henrichs Consultoria

Pedro Paulo Henrichs Neto é fundador e CEO da Henrichs Consultoria, de Brasília, especializada em relações institucionais e governamentais, acompanhamento do Legislativo e do Executivo federal e inteligência de dados públicos.

Este plano junta essa experiência em gestão pública e em contratações do Estado à leitura das demonstrações contábeis, dos relatórios de auditoria, do orçamento e dos dados abertos da Conab, do IBGE e do Banco Central.

Gestão pública

Foi chefe de gabinete de deputado federal na Câmara dos Deputados (2018) e subsecretário de Participação Social do Governo do Distrito Federal (2011 a 2013).

Sistema financeiro

Começou a carreira no Banco do Brasil, como escriturário (2004 a 2006), e foi assessor técnico e político do Sindicato dos Bancários de Brasília (2006 a 2010), acompanhando as negociações coletivas da categoria.

Atuação internacional

Presidiu o Fórum de Juventude dos BRICS (2014 a 2016) e foi observador eleitoral internacional credenciado em mais de 20 eleições nas Américas, na Europa e na Ásia.

Formação

Graduado em Gestão Pública pelo IESB e mestrando em Ciência Política e Relações Internacionais no IDP. Concluiu em 2026 a formação internacional em inovação, liderança, conformidade e gestão de risco da Escola de Management da Sorbonne (Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne).

Dados e tecnologia

A Henrichs Consultoria desenvolve sistemas próprios de acompanhamento legislativo e painéis de inteligência sobre dados públicos, usados na produção deste plano.

3,6%das despesas operacionais cobertas por receita própria em 2025; eram 15,4% em 2018
As contas

O Tesouro paga o custeio e o pessoal; a receita própria encolheu

A subvenção do Tesouro para custeio e pessoal foi de R$ 1,33 bi em 2025, e a despesa de pessoal, de R$ 1,11 bi. A receita de armazenagem e aluguéis caiu de R$ 54,9 mi em 2023 para R$ 27,5 mi em 2025. O resultado contábil oscila perto de zero porque a subvenção fecha a conta todo ano.

Subvenção do Tesouro, despesa de pessoal e cobertura por receita própria

Gráfico de barras com subvenção e pessoal de 2018 a 2025 e linha da cobertura por receita própria caindo de 15,4% para 3,6%.
Fonte: Conab, demonstrações contábeis 2018-2025. Cobertura: cálculo da Henrichs Consultoria.
R$ milhões20182022202320242025
Subvenção do Tesouro899,51.030,01.311,51.260,71.327,2
Despesa de pessoal845,6912,71.264,91.082,61.105,5
Armazenagem e aluguéis31,335,354,948,927,5
Resultado líquido-6,165,6-30,314,1-4,8
3.214empregados em 2025; eram 5.021 em 2015
Quem trabalha na Conab

Um quadro menor, mais velho e que vai ser renovado nesta década

Em 2024, 46% tinham só o ensino fundamental, 24% o médio e 30% o superior; em 2023, 41% eram anistiados readmitidos pela Lei 8.878/1994. Nas 64 unidades armazenadoras, 78% dos 504 empregados têm mais de 60 anos, e a NR-31 proíbe quem tem mais de 60 de manipular agrotóxicos, como a fosfina do expurgo. O concurso de 2025 (403 vagas) foi homologado em fevereiro de 2026. Em maio de 2026, 370 empregados trabalhavam em outros órgãos.

Escolaridade (2024) e vínculo (2023) do quadro permanente

Barras de escolaridade e vínculo dos empregados.
Fontes: Conab, Relatórios da Administração 2023 e 2024.
0,9 Mtde capacidade em condição de operar, de 1,68 Mt estáticas
Onde investir primeiro

As 64 unidades em cinco grupos de prioridade

Sete unidades fizeram 92,6% do faturamento com terceiros em 2024; Ponta Grossa sozinha, 60,5%. Mato Grosso guarda 55% do que colhe, Goiás 56%, Mato Grosso do Sul 51%, Maranhão 39% e Bahia 36%. O plano investe primeiro nas unidades que devolvem receita mais rápido e usa as do Norte e do Matopiba como base de parcerias para a retaguarda dos portos.

Rede armazenadora da Conab por grupo de prioridade e cobertura de armazenagem por estado

Mapa do Brasil com as 64 unidades da Conab coloridas por grupo de prioridade e os estados coloridos pela cobertura de armazenagem.
Fontes: Conab, páginas das unidades (2024-2026); IBGE, Pesquisa de Estoques, 2º sem. 2025; Conab, safra 2024/25. Grupos: proposta da Henrichs Consultoria.
GrupoUnidadesCapacidadeO que fazer
1. Já faturamPonta Grossa, Cambé e Rolândia (PR); Uberlândia (MG); Garça (SP); Formoso do Araguaia (TO); Brasília (DF)867,5 mil tConcluir obras, certificar até 2027 e vender capacidade por contrato
2. Cinturão do déficitSorriso e Rondonópolis (MT); Rio Verde, Pontalina, Goiânia e São Luís de Montes Belos (GO); Campo Grande (MS)269,4 mil tReformar com o acordo do BNDES e ofertar a cooperativas
3. Fronteira e Arco NorteImperatriz e São Luís (MA); Teresina e Floriano (PI); Irecê (BA); Ananindeua (PA); Porto Velho (RO)113,2 mil tBase de pátios e armazéns de retaguarda dos portos, em parceria
4. Certificação e caféUberaba e Varginha (MG); Colatina e Cachoeiro de Itapemirim (ES); Bernardino de Campos (SP)186,4 mil tCertificar e ofertar armazenagem e classificação
5. Política pública38 unidades: 28 no Nordeste, 4 no Norte, 4 em Minas e 2 no Sul244,1 mil tManter e avaliar pelo custo por tonelada; solar primeiro

O corredor de grãos: unidades, cobertura de armazenagem e portos do Arco Norte

Mapa do Centro-Oeste, Norte e Matopiba com unidades da Conab e portos do Arco Norte.
Percentual: capacidade estática de graneleiros e silos sobre a safra 2024/25 (IBGE e Conab). Elaboração: Henrichs Consultoria.
R$ 388 mipor ano a menos de Tesouro em 2030 no cenário ampliado
A Conab pode dar lucro?

A Conab inteira não; a parte que vende serviços pode se pagar

Preço mínimo, estoque público e compra da agricultura familiar custam por definição. O plano separa a conta da política pública, paga pela União por contrato e com custo conhecido, da conta do negócio (armazenagem, leilões para terceiros, serviços, energia e imóveis), que tem de se pagar.

R$ milhões por ano, 2030Hoje (2025)ConservadorIntermediárioAmpliado
Despesas operacionais1.3821.3191.2301.142
Receita própria líquida50180180198
Subvenção necessária do Tesouro1.3321.1391.050944
Dependência do Tesouro96%86%85%83%
O Tesouro deixa de pôr193282388

Intermediário: metade das cessões de empregados ressarcidas ou encerradas e metade da economia do desligamento voluntário. Ampliado: todas as cessões, desligamento pleno e usina solar própria. Cálculo da Henrichs Consultoria, em reais de 2025.

A6 medidas
Eixo A

Uma rede armazenadora que se paga

A1

Vinte unidades certificadas até 2028

Meta. 10 unidades certificadas em 2027 e 20 em 2028, escolhidas entre as de maior potencial comercial e as mais necessárias para os estoques públicos; capacidade certificada de pelo menos 1 milhão de toneladas em 2028.

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Diagnóstico

Só duas das 64 unidades armazenadoras são certificadas (Cambé e Ponta Grossa, 26,85% da capacidade). Sem certificação, a unidade não pode guardar produto de quem precisa de armazém qualificado, não emite títulos de depósito e perde o cliente para o armazém privado ou da cooperativa.

Caminho

  1. Classificar as 64 unidades em três grupos pelo estudo de reposicionamento já contratado (R$ 1,56 mi em 2026): certificar e expandir; manter para política pública; desmobilizar.
  2. Direcionar a contrapartida da alienação estruturada pelo BNDES (imóveis estimados em R$ 175 mi) e o convênio com Itaipu (R$ 55 mi) primeiro às unidades do grupo "certificar e expandir".
  3. Contratar a certificação pelo Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras, unidade por unidade, com cronograma público.

Quanto custa ou quanto rende

Investimento estimado de R$ 250 a 400 mi até 2028. Os acordos em curso somam até R$ 230 mi, e a alienação ainda depende de avaliação e licitação; a diferença, de R$ 20 a 170 mi, vem de uma segunda fase de alienações (A4) ou do orçamento. Condição para as receitas de A2 e A3.

Riscos

Obra atrasada ou mal feita. Salvaguarda: contratação por desempenho, com o regime de execução da Lei 13.303/2016 adequado a cada obra e matriz de riscos no contrato.

Quem decide

Diretoria Executiva e Conselho de Administração da Conab.

A2

Armazenagem para cooperativas e agricultura familiar

Meta. Faturamento de armazenagem e serviços (recepção, limpeza, secagem e expedição) de R$ 60 mi em 2028 e R$ 100 mi em 2030.

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Diagnóstico

A receita de armazenagem e aluguéis na demonstração de resultado caiu de R$ 54,9 mi em 2023 para R$ 27,5 mi em 2025; do faturamento para terceiros de 2024 (R$ 38,9 mi), 60,5% veio de Ponta Grossa. A Conab paga à rede privada credenciada R$ 3,95 por tonelada a cada quinzena para guardar estoques públicos (cerca de R$ 95 por tonelada por ano): esse é o preço de mercado que ela pode cobrar. Cooperativas pequenas e agricultores familiares têm pouca oferta de armazém a esse preço.

Caminho

  1. Contratos plurianuais com cooperativas da agricultura familiar e da reforma agrária, com reserva de capacidade e preço de tabela pública.
  2. Tabela de preços por região, revista anualmente com base na tarifa paga à rede credenciada.
  3. Equipe comercial por superintendência, com meta de ocupação por unidade.

Quanto custa ou quanto rende

Com 1,2 milhão de toneladas operacionais e metade ocupada por terceiros, a armazenagem rende cerca de R$ 57 mi por ano, e os serviços, R$ 30 a 40 mi (cálculo da Henrichs).

Riscos

Conflito entre a reserva para estoques públicos e o cliente privado. Salvaguarda: capacidade reservada para a política definida a cada safra (A6), com cláusula de prioridade em emergência.

Quem decide

Diretoria de Operações e Abastecimento da Conab.

A3

Armazém que vira crédito: títulos de depósito para o pequeno produtor

Meta. A partir de 2028, as unidades certificadas emitem CDA/WA para cooperativas e produtores, com convênio com o Banco do Brasil e a Caixa para crédito com esse lastro.

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Diagnóstico

O produto guardado em armazém certificado pode lastrear o Certificado de Depósito Agropecuário e o Warrant Agropecuário (CDA/WA, Lei 11.076/2004) e a Cédula de Produto Rural. Com isso o produtor vende na hora certa em vez de vender na colheita, quando o preço é menor. O agricultor familiar quase não usa esses instrumentos porque não tem armazém qualificado perto.

Caminho

  1. Credenciar as unidades certificadas como depositárias para emissão de CDA/WA.
  2. Convênio com os bancos públicos para crédito de comercialização com lastro nos títulos, com o Pronaf como funding.
  3. Divulgação pelas superintendências e pelos movimentos e cooperativas da agricultura familiar.

Quanto custa ou quanto rende

Receita de armazenagem (incluída em A2) e de emissão e guarda dos títulos. O ganho maior é do produtor, que deixa de vender na baixa.

Riscos

Responsabilidade do depositário por perda de produto. Salvaguarda: seguro e controle de estoque por unidade (F1).

Quem decide

Diretoria Executiva da Conab; bancos públicos.

A4

Todos os imóveis ociosos com destino até 2028

Meta. Inventário completo e regularização das escrituras em 2027; destino definido para todos os imóveis ociosos até 2028 (uso próprio, cessão a estados, municípios ou cooperativas com contrapartida, permuta por investimento ou venda).

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Diagnóstico

A Conab tinha 183 imóveis em 2022, muitos ociosos ou sem escritura em nome da empresa. Oito armazéns desativados custam R$ 8 mi por ano. Em 2025 a Conab contratou o BNDES para estruturar a alienação de nove imóveis com contrapartida de reformas, sem custo ao Tesouro. Em 2021, 124 imóveis chegaram a ser qualificados no PPI para concessão, e a qualificação foi revogada em 2023.

Caminho

  1. Segunda fase do acordo com o BNDES, com os imóveis classificados como "desmobilizar" em A1.
  2. Cessão de uso a cooperativas da agricultura familiar e a municípios, com contrapartida de manutenção e de armazenagem de estoques públicos quando necessário.
  3. Venda com avaliação formal e licitação (Lei 13.303/2016, art. 49), com a receita destinada, por decisão de gestão e orçamentária, ao investimento na rede.

Quanto custa ou quanto rende

Economia de cerca de R$ 8 mi por ano com os armazéns desativados; valor de permuta da segunda fase a definir pela avaliação (a primeira foi de R$ 175 mi).

Riscos

Venda abaixo do valor ou perda de capacidade estratégica. Salvaguarda: avaliação independente e veto da área de abastecimento a imóveis estratégicos.

Quem decide

Conselho de Administração da Conab; BNDES; Secretaria do Patrimônio da União quando houver interface.

A5

Cada unidade com resultado próprio

Meta. Resultado por unidade (receita, custo de pessoal, manutenção, ocupação e custo evitado de armazenagem de estoques públicos) apurado a partir de 2027 e publicado a partir de 2028.

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Diagnóstico

A Conab não publica o resultado por unidade armazenadora. Ponta Grossa sustenta a receita da rede, e não se sabe quantas unidades cobrem o próprio custo.

Caminho

  1. Centro de custo por unidade no sistema contábil.
  2. Gerente de unidade com meta de ocupação, receita e conservação.
  3. Revisão anual: unidade que não atinge o mínimo por dois anos volta à análise de A1.

Quanto custa ou quanto rende

Custo baixo. É o instrumento para saber se a rede se paga.

Riscos

Fechar unidade necessária à política pública por critério só financeiro. Salvaguarda: unidades do grupo "manter para política pública" são avaliadas pelo custo por tonelada guardada, não pelo lucro.

Quem decide

Diretoria Administrativa, Financeira e de Fiscalização da Conab.

A6

Estoque público na rede própria primeiro

Meta. Pelo menos 400 mil toneladas de estoques públicos em unidades próprias a partir de 2028.

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Diagnóstico

A Conab paga armazéns privados para guardar estoques públicos enquanto tem capacidade própria parada. Cada tonelada guardada em armazém próprio evita cerca de R$ 95 por ano de tarifa.

Caminho

  1. Plano anual de alocação dos estoques: rede própria certificada primeiro, rede credenciada depois.
  2. Logística de remoção planejada para concentrar os estoques nas unidades recuperadas.

Quanto custa ou quanto rende

Custo evitado de cerca de R$ 38 mi por ano com 400 mil toneladas (cálculo da Henrichs com a tarifa pública de 2025).

Riscos

Armazém próprio longe do consumo ou da produção. Salvaguarda: comparação do custo total, com frete, antes de remover.

Quem decide

Diretoria de Operações e Abastecimento da Conab.

B4 medidas
Eixo B

Contas claras com a União

B1

Contrato de prestação de serviços com a União

Meta. A partir de 2028, contrato plurianual entre a União e a Conab para as políticas operadas, com custo pleno, remuneração por operação e metas de entrega.

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Diagnóstico

A Conab executa políticas de vários ministérios (MDA, MDS, Mapa, Fazenda) por transferências avulsas (R$ 981 mi em 2025), sem remuneração pelo custo de operar. O custo de pessoal e de estrutura dessas políticas aparece como "subvenção" genérica. A Caixa, ao operar FGTS e programas sociais, recebe tarifa por serviço.

Caminho

  1. Apurar o custo pleno de cada política (B2).
  2. Negociar com a SEST, a SOF e os ministérios o modelo de contrato, com taxa de operação sobre os recursos executados.
  3. Incorporar o contrato ao Plano de Negócios e à LOA a partir de 2028.

Quanto custa ou quanto rende

Com taxa de 4% sobre o volume de 2025, a Conab receberia cerca de R$ 39 mi por ano em remuneração de serviços. Para a União o custo total não muda; muda a transparência: cada ministério passa a ver quanto custa a política que encomenda.

Riscos

Ser lido como aumento de gasto. Salvaguarda: a remuneração substitui parte da subvenção, com neutralidade fiscal demonstrada.

Quem decide

Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; Ministério da Fazenda; Ministério do Planejamento e Orçamento (SOF); SEST/MGI.

B2

Custo por política, publicado

Meta. Custo por política e por unidade de entrega (tonelada, agricultor, cesta, boletim) apurado em 2027 e publicado no Relatório Integrado a partir do exercício de 2027.

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Diagnóstico

Não se sabe quanto custa à Conab cada tonelada de milho vendida em balcão, cada agricultor atendido pelo PAA ou cada levantamento de safra. Sem isso, não há como comparar com outras formas de fazer a política nem cobrar eficiência.

Caminho

  1. Custeio por atividade, com rateio do pessoal das superintendências.
  2. Indicadores de custo no Relatório Integrado e no painel do Plano de Negócios.

Quanto custa ou quanto rende

Custo baixo. Base de B1 e da defesa pública da empresa.

Riscos

Rateio arbitrário. Salvaguarda: método publicado e revisado pela auditoria interna.

Quem decide

Diretoria Executiva da Conab.

B3

Orçamento de estoques com regra plurianual

Meta. Programação plurianual de estoques a partir da LOA de 2028, com limite de compra e venda por produto e uso dos recursos da venda de estoques para recompor estoques.

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Diagnóstico

A dotação para formar estoques muda muito de um ano para o outro (R$ 1,54 bi em 2024, R$ 830 mi em 2025), e o pagamento no exercício fica muito abaixo dela, porque a compra depende do preço de mercado. Sem previsibilidade, não há como planejar armazém, frete nem pessoal.

Caminho

  1. Proposta conjunta da Conab, do MDA e da Fazenda para a programação plurianual dentro das regras fiscais.
  2. Regras de C1 como base do cálculo das dotações.

Quanto custa ou quanto rende

Não aumenta o gasto médio; reduz a volatilidade e o custo de operar no improviso.

Riscos

Restrição fiscal. Salvaguarda: limite plurianual ajustável por gatilho de preço.

Quem decide

Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; Ministério da Fazenda; Ministério do Planejamento e Orçamento; Junta de Execução Orçamentária.

B4

Terceirização revista

Meta. Revisão de todos os contratos de terceirização em 2027, com redução de 10% do gasto em termos reais até 2029, sem precarizar a operação.

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Diagnóstico

A terceirização de serviços técnicos é a maior despesa administrativa da Conab (R$ 186,7 mi em 2025, contra R$ 168,1 mi em 2024). Parte dela substitui o pessoal que a rede armazenadora não tem mais, parte é estrutural.

Caminho

  1. Mapear cada contrato por função e unidade.
  2. Comparar com o custo de reposição por concurso (E1) e com contratação por resultado.
  3. Renegociar ou relicitar os contratos acima do preço de referência.

Quanto custa ou quanto rende

Economia de cerca de R$ 19 mi por ano.

Riscos

Perda de serviço essencial. Salvaguarda: revisão por função, com fiscalização técnica registrada.

Quem decide

Diretoria Administrativa, Financeira e de Fiscalização da Conab.

C5 medidas
Eixo C

Estoques que estabilizam

C1

Regra pública para comprar e vender estoques

Meta. Regra publicada em 2027: faixa de preço por produto com gatilho de compra (abaixo do mínimo ou abaixo de um piso de mercado) e gatilho de venda (acima de um teto), com revisão anual pelo comitê gestor da Política Nacional de Abastecimento Alimentar.

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Diagnóstico

Não há regra publicada sobre quando a Conab compra e vende estoques públicos fora do preço mínimo. A decisão de importar arroz em 2024 foi tomada em emergência, por medida provisória, e terminou em leilão anulado.

Caminho

  1. Estudo técnico com a série de preços e custos da própria Conab.
  2. Resolução do Conselho de Administração com a regra, publicada.
  3. Relatório trimestral de compras e vendas com a justificativa à luz da regra.

Quanto custa ou quanto rende

Custo baixo. Reduz o risco de compras e vendas improvisadas.

Riscos

Regra rígida em crise. Salvaguarda: cláusula de emergência com justificativa pública.

Quem decide

Conselho de Administração da Conab; MDA; Mapa; comitê gestor da Política Nacional de Abastecimento Alimentar.

C2

Meta de estoque que cabe no armazém

Meta. 600 mil toneladas em 2028 e 1 milhão em 2030, com metas por produto (arroz, feijão, milho, trigo) e local de guarda definidos.

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Diagnóstico

A meta de 1 milhão de toneladas para 2026 está longe do realizado (cerca de 132 mil t em julho) e não tem cronograma por produto nem vínculo com a capacidade operacional da rede.

Caminho

  1. Metas derivadas da regra de C1 e da programação de B3.
  2. Compra preferencial por contratos de opção e da agricultura familiar (C3).
  3. Acompanhamento trimestral no painel de metas.

Quanto custa ou quanto rende

O custo depende do preço de compra e é recuperado em parte na venda; a guarda na rede própria é coberta por A6.

Riscos

Perda de qualidade do produto estocado. Salvaguarda: rotação de estoques e unidades certificadas (A1).

Quem decide

MDA e Conab.

C3

Contratos de opção e compra antecipada como regra

Meta. Pelo menos metade da formação de estoques de arroz, feijão e milho por contratos de opção e compras antecipadas da agricultura familiar a partir de 2028.

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Diagnóstico

Em 2025 a Conab negociou contratos de opção de arroz para 109 mil toneladas. O contrato de opção dá ao produtor a garantia de preço futuro e à União a opção de comprar sem precisar de dinheiro imediato, e é mais barato que a compra direta na baixa.

Caminho

  1. Calendário anual de contratos de opção publicado antes do plantio.
  2. Compras antecipadas do PAA vinculadas à formação de estoques regionais.

Quanto custa ou quanto rende

Reduz o desembolso imediato e o custo de armazenagem antes da necessidade.

Riscos

Exercício concentrado das opções em ano de preço baixo. Salvaguarda: limites por safra e por produto.

Quem decide

Conab; MDA.

C4

Vendas em balcão com meta e custo conhecidos

Meta. Programa com meta anual por região, custo por tonelada publicado (B2) e ampliação para outros insumos de criação quando houver estoque.

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Diagnóstico

As vendas de milho em balcão a pequenos criadores cresceram de 65,9 mil t em 2023 para cerca de 150 mil t em 2025. O valor financeiro do programa não é publicado.

Caminho

  1. Cadastro único dos criadores atendidos, com renovação anual.
  2. Postos de venda nas unidades armazenadoras e em parceria com municípios.

Quanto custa ou quanto rende

Usa estoque público já existente; o custo é a diferença entre o preço de compra e o de venda, mais a logística.

Riscos

Desvio para revenda. Salvaguarda: limite por criador e cruzamento com cadastros.

Quem decide

Conab; MDA.

C5

PAA com verificação proporcional ao volume

Meta. Verificação por amostra estatística de pelo menos 10% dos projetos por ano, com cruzamento automático de cadastros e publicação dos resultados.

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Diagnóstico

O PAA operado pela Conab voltou a crescer (R$ 310,7 mi em 2024 e R$ 431,4 mi recebidos em 2025, contra demanda de R$ 1,8 bi). O TCU já encontrou irregularidades relevantes no programa (Acórdão 646/2017).

Caminho

  1. Cruzamento do cadastro de fornecedores com o CAF, a RAIS e os cadastros de óbito e de servidores.
  2. Visitas por amostra, priorizadas por risco.
  3. Relatório anual de conformidade do PAA.

Quanto custa ou quanto rende

Custo baixo frente ao volume operado; protege o programa contra cortes motivados por denúncia.

Riscos

Burocratizar o acesso de quem mais precisa. Salvaguarda: verificação posterior, não exigência prévia de papel.

Quem decide

Conab; MDS e MDA.

D5 medidas
Eixo D

Informação e mercado

D1

Informação agrícola pública, gratuita e ampliada

Meta. Manter a informação gratuita; publicar a partir de 2027 a comparação das estimativas com a safra realizada; ampliar o monitoramento por satélite e os dados por município.

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Diagnóstico

O levantamento de safra é o ativo mais valioso da Conab. O mercado depende dele, mas o interesse medido pela própria empresa ficou abaixo da meta em 2024 (41,7% contra 56%), e não há avaliação pública da precisão das estimativas.

Caminho

  1. Relatório anual de acurácia das estimativas, comparado com o IBGE e o USDA.
  2. Parcerias com o Inpe e a Embrapa para monitoramento por imagem.
  3. Dados abertos em formato de máquina, com interface para desenvolvedores.

Quanto custa ou quanto rende

Custo baixo. Não gera receita direta; reforça a razão de existir da empresa.

Riscos

Pressão para cobrar pelo dado. Salvaguarda: a informação básica continua pública; serviços sob encomenda são tratados em D3.

Quem decide

Diretoria de Política Agrícola e Informações da Conab.

D2

Leilões e pregões para o setor privado

Meta. Volume de R$ 2 bi por ano em operações para terceiros em 2030, com receita de comissão publicada.

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Diagnóstico

O regulamento da Conab já permite operar leilões e pregões para produtores, cooperativas e demais agentes por meio de bolsas, com remuneração pela bolsa operadora. O Siscoe é uma plataforma conhecida do mercado, mas essa linha de receita não aparece separada nas contas.

Caminho

  1. Tabela de comissão publicada e oferta ativa a cooperativas, estados e compradores institucionais.
  2. Modernização do Siscoe junto com os demais sistemas (F4).
  3. Leilões para compras públicas de alimentos de estados e municípios.

Quanto custa ou quanto rende

Com comissão de 0,5% sobre R$ 2 bi, cerca de R$ 10 mi por ano.

Riscos

Fraude em leilão de terceiro com a marca da Conab. Salvaguarda: habilitação reforçada (F2) e responsabilidade da bolsa operadora.

Quem decide

Diretoria de Operações e Abastecimento da Conab.

D3

Serviços técnicos remunerados a estados e municípios

Meta. 20 convênios ou contratos remunerados com estados e municípios até 2030 para operação de compras públicas de alimentos, apoio ao PNAE e às centrais de abastecimento.

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Diagnóstico

Estados e municípios compram alimentos (merenda escolar, cestas, programas estaduais) e montam centrais de abastecimento sem estrutura técnica. A Conab sabe operar compras públicas de alimentos, classificar produto, montar logística e acompanhar preços.

Caminho

  1. Catálogo de serviços com preço de custo mais margem.
  2. Prioridade aos estados e municípios que já executam o PAA e o PNAE com a agricultura familiar.

Quanto custa ou quanto rende

Premissa de R$ 1 mi por contrato por ano: cerca de R$ 20 mi por ano em 2030.

Riscos

Desviar pessoal da política federal. Salvaguarda: equipes dimensionadas e custo cobrado integralmente.

Quem decide

Diretoria Executiva da Conab.

D4

Prohort e as centrais de abastecimento

Meta. Todas as Ceasas no sistema até 2028, com boletim de preços por município e alerta de alta para a política de abastecimento.

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Diagnóstico

O Prohort acompanha preços e volumes de frutas e hortaliças nas principais Ceasas (54 pesquisadas em 2025, 26 integradas ao sistema). É a melhor fonte de preço de hortifrúti do país, pouco usada pela política de abastecimento.

Caminho

  1. Acordo com as Ceasas e os estados para integração dos dados.
  2. Boletim público mensal e alerta para o comitê gestor da Política Nacional de Abastecimento Alimentar.

Quanto custa ou quanto rende

Custo baixo.

Riscos

Adesão desigual das Ceasas. Salvaguarda: apoio técnico e acesso aos dados como contrapartida.

Quem decide

Conab; Ceasas e governos estaduais.

D5

A Conab no Plano Safra e na política de comercialização

Meta. Preços mínimos e instrumentos de comercialização revistos anualmente com os custos de produção da Conab, com relatório público de cobertura (produtos, regiões e produtores atendidos).

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Diagnóstico

O crédito do Plano Safra mais que dobrou desde 2021/22 (R$ 251 bi, com o Pronaf), e só a agricultura empresarial teve R$ 516 bi em 2025/26, mas a política de comercialização (preço mínimo, prêmios, opções) continua pequena e intermitente. A informação de custo de produção da Conab é usada para fixar o preço mínimo, mas o instrumento chega a poucos produtos e regiões.

Caminho

  1. Relatório anual de cobertura da PGPM.
  2. Proposta de calendário de prêmios e opções antes da safra.

Quanto custa ou quanto rende

Custo baixo para a Conab; o custo das operações é da União e segue a regra de C1.

Riscos

Pressão de setores por preço mínimo acima do custo. Salvaguarda: método público de cálculo.

Quem decide

Mapa, MDA e Fazenda; Conab como executora e fonte técnica.

E6 medidas
Eixo E

Pessoas

E1

Concurso com perfil definido

Meta. Convocação de todas as 403 vagas até 2027 e plano de reposição até 2030 com perfis definidos: agrônomos e técnicos para a rede armazenadora, analistas de mercado e de dados, contadores e auditores, e gestores de contrato.

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Diagnóstico

O concurso de 2025 (403 vagas, homologado em fevereiro de 2026) é o primeiro desde 2014. O quadro caiu de 5.021 para 3.214 empregados, com idade média alta e 41% de anistiados, que vão sair nos próximos anos.

Caminho

  1. Plano de força de trabalho por diretoria e unidade, com projeção de aposentadorias.
  2. Autorização da SEST para novo concurso a partir de 2028, condicionada ao plano.

Quanto custa ou quanto rende

Custo da reposição dentro do teto de pessoal, porque as saídas são maiores que as entradas.

Riscos

Reposição sem foco. Salvaguarda: vaga só com perfil e lotação definidos.

Quem decide

Diretoria de Desenvolvimento, Inovação e Gestão de Pessoas da Conab; SEST.

E2

Transição na rede armazenadora e desligamento voluntário

Meta. Programa de desligamento voluntário aberto a todos os empregados aptos à aposentadoria, em 2027 e 2028, com meta de 300 adesões; equipe de cada unidade certificada recomposta até 2029, com operadores e técnicos formados e aptos ao expurgo.

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Diagnóstico

Nas unidades armazenadoras, 78% dos 504 empregados têm mais de 60 anos. Pela NR-31, norma do trabalho rural, maiores de 60 anos não podem manipular agrotóxicos, e o expurgo dos grãos é feito com fosfina. A empresa terceiriza o expurgo e outras tarefas básicas. A Conab já fez um programa de demissão voluntária em 2017 (cerca de 1.280 adesões) e um de desligamento incentivado em 2022 (213 adesões).

Caminho

  1. Pedido de autorização à SEST com o custo da indenização e a economia anual de cada adesão.
  2. Adesão voluntária e aberta a quem pode se aposentar, sem filtro por escolaridade, para evitar discriminação e não perder quem conhece a operação.
  3. Mentoria obrigatória de três a seis meses: quem sai forma quem entra.
  4. Reposição pelo concurso de 2025 e por concursos regionais de operador e técnico para as unidades certificadas.

Quanto custa ou quanto rende

Conta ilustrativa: as adesões vêm de toda a empresa, em geral de cargos com salário menor que a média. Com 300 adesões e custo de cerca de R$ 170 mil por ano cada (metade da média da empresa), a economia é de cerca de R$ 50 mi por ano, contra uma indenização de cerca de um ano de salário paga uma vez. Parte volta como custo dos concursados, que entram ganhando menos (assistente com salário-base de R$ 3.459,87). Na rede, o custo de pessoal, estimado pela média da empresa como teto, passa de cerca de R$ 170 mi para cerca de R$ 130 mi em 2030 (cálculo da Henrichs).

Riscos

Saída rápida demais e perda de conhecimento. Salvaguarda: saída escalonada por unidade, só depois da mentoria.

Quem decide

Diretoria de Desenvolvimento, Inovação e Gestão de Pessoas e Diretoria de Operações e Abastecimento da Conab; SEST; negociação coletiva.

E3

Novo plano de cargos

Meta. Novo plano de cargos aprovado até 2028, com trilhas técnica, comercial e operacional e progressão por qualificação e desempenho.

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Diagnóstico

O plano de cargos vigente é de 2009, com resíduos do plano de 1991. Não diferencia funções técnicas, comerciais e operacionais da rede armazenadora nem valoriza a qualificação de forma clara. A remuneração média é menor que a de outras estatais dependentes, como Embrapa e Codevasf.

Caminho

  1. Proposta construída com as entidades representativas dos empregados.
  2. Aprovação pela SEST com impacto financeiro dentro do teto.

Quanto custa ou quanto rende

Impacto a ser calculado na proposta; financiado em parte pela redução do quadro total.

Riscos

Custo maior que o previsto. Salvaguarda: transição gradual e adesão voluntária.

Quem decide

Conselho de Administração da Conab; SEST; negociação coletiva.

E4

Formação para o novo quadro

Meta. Programa de formação inicial para todos os aprovados no concurso e trilhas anuais para o quadro, com parceria com universidades e a Embrapa.

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Diagnóstico

A entrada de centenas de empregados novos em uma empresa com média de idade alta exige formação estruturada em armazenagem, classificação, comercialização, compras públicas e controle.

Caminho

  1. Escola corporativa com cursos a distância e práticos nas unidades.
  2. Certificação interna de classificadores e operadores.

Quanto custa ou quanto rende

Custo baixo frente ao risco de erro operacional.

Riscos

Formação desconectada da prática. Salvaguarda: parte prática nas unidades certificadas.

Quem decide

Diretoria de Desenvolvimento, Inovação e Gestão de Pessoas da Conab.

E5

Litígio trabalhista sob controle

Meta. Mapa das causas repetidas em 2027 e acordos ou correção administrativa das teses perdidas, com redução das novas ações.

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Diagnóstico

As sentenças trabalhistas custaram R$ 217 mi em 2023 e R$ 58,8 mi em 2024 na demonstração de resultado (em 2025 a queda reflete em parte mudança de registro; no orçamento foram pagos R$ 44,3 mi), e as provisões trabalhistas somavam R$ 126,9 mi em 2025. Parte do passivo vem de questões repetidas de enquadramento e pagamento.

Caminho

  1. Levantamento das ações por tema com a área jurídica.
  2. Correção administrativa onde a jurisprudência já é contrária à empresa.
  3. Câmara de conciliação com as entidades representativas.

Quanto custa ou quanto rende

Redução do custo de sentenças e de juros de mora; valor depende do levantamento.

Riscos

Acordos acima do devido. Salvaguarda: parecer jurídico e aprovação colegiada.

Quem decide

Diretoria Executiva e Conselho de Administração da Conab; AGU quando cabível.

E6

Estágio como porta de entrada

Meta. Programa anual de estágio a partir de 2027, com 150 vagas em agronomia, técnico em agropecuária, logística, contabilidade, direito, tecnologia da informação e ciência de dados, nas unidades certificadas, nas superintendências e na matriz.

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Diagnóstico

Estágio não substitui empregado: a Lei 11.788/2008 o define como formação supervisionada, com até 6 horas por dia e 2 anos no máximo, e o uso como mão de obra transforma o vínculo em emprego. Na Conab, a vaga só é preenchida por concurso (Constituição, art. 37, II), e menores de 18 anos não podem fazer expurgo. A Conab não publica quantos estagiários tem.

Caminho

  1. Convênios com institutos federais e universidades das cidades das unidades dos grupos 1 a 3.
  2. Trilha de formação ligada às necessidades do plano de força de trabalho (E1).
  3. Divulgação do concurso aos estagiários, para que o estágio forme candidatos preparados.

Quanto custa ou quanto rende

Bolsa e auxílio-transporte de cerca de R$ 1.500 por mês: cerca de R$ 2,7 mi por ano para 150 vagas (cálculo da Henrichs).

Riscos

Uso do estagiário como mão de obra. Salvaguarda: plano de atividades, supervisor designado e auditoria de RH.

Quem decide

Diretoria de Desenvolvimento, Inovação e Gestão de Pessoas da Conab.

F5 medidas
Eixo F

Controle e integridade

F1

Inventário físico e estoques conciliados

Meta. Inventário físico de todos os estoques públicos e de terceiros em 2027, conciliado com a contabilidade; contas de 2027 sem ressalva sobre estoques.

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Diagnóstico

A auditoria independente fez ressalva sobre os estoques nas contas de 2024, e o Comitê de Auditoria recomendou apurar divergências nos estoques em 2025. Sem conciliação entre o estoque físico e o contábil, a empresa não pode responder pelo que guarda nem vender serviço de armazém.

Caminho

  1. Inventário por equipe independente da unidade, com auditoria interna.
  2. Sistema de controle de estoques integrado à contabilidade.
  3. Apuração de responsabilidade nas divergências relevantes.

Quanto custa ou quanto rende

Custo do inventário; evita perdas e é condição para A2 e A3.

Riscos

Revelar perdas antigas. Salvaguarda: tratamento contábil transparente, com nota explicativa.

Quem decide

Diretoria Administrativa, Financeira e de Fiscalização; Auditoria Interna; Comitê de Auditoria.

F2

Leilões com habilitação à altura do valor

Meta. A partir de 2027, leilões de compra acima de um valor-limite com exigência de capacidade financeira, garantia de proposta e histórico comprovado no objeto, e análise de risco das empresas antes da homologação.

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Diagnóstico

No leilão de importação de arroz de 2024, parte das vencedoras não tinha capacidade técnica e financeira comprovada para contratos de cerca de R$ 1,3 bi. O leilão foi anulado, mas o dano à imagem ficou.

Caminho

  1. Revisão do regulamento de leilões e do Regulamento de Licitações e Contratos para operações de grande valor, à luz da Lei 13.303/2016.
  2. Cruzamento automático com bases da Receita, da CGU e de sanções antes da homologação.
  3. Garantia de proposta proporcional ao valor.

Quanto custa ou quanto rende

Custo baixo; evita a repetição de 2024.

Riscos

Restringir a competição. Salvaguarda: exigências proporcionais ao valor e ao objeto, justificadas no edital.

Quem decide

Diretoria Executiva e Conselho de Administração da Conab.

F3

Recomendações da auditoria atendidas

Meta. 80% das recomendações atendidas no prazo a partir de 2027; contas sem ressalva a partir do exercício de 2028.

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Diagnóstico

Em 2025, só 12 das 56 recomendações da auditoria interna foram atendidas (21%). As contas de 2024 e 2025 tiveram opinião com ressalva.

Caminho

  1. Plano de ação para cada recomendação, com responsável e prazo.
  2. Acompanhamento trimestral pelo Conselho de Administração e pelo Comitê de Auditoria.
  3. Meta de atendimento na remuneração variável da diretoria.

Quanto custa ou quanto rende

Custo baixo.

Riscos

Atendimento formal sem mudança real. Salvaguarda: verificação pela auditoria interna.

Quem decide

Conselho de Administração da Conab.

F4

Sistemas de comercialização e estoques modernos

Meta. Sistemas de comercialização, estoques e pagamentos integrados até 2029; 95% dos pagamentos no prazo.

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Diagnóstico

A auditoria interna apontou necessidade de melhorar a automação e a interface do sistema de comercialização (Siscom), que opera com a plataforma de leilões (Siscoe). O controle de estoques e a gestão dos pagamentos (56,6% no prazo em 2024) dependem de sistemas antigos.

Caminho

  1. Plano diretor de tecnologia com prioridade para estoques, leilões e pagamentos.
  2. Contratação com requisitos definidos pela necessidade da Conab, não pela solução de um fornecedor.
  3. Integração com o Tesouro e com os ministérios repassadores.

Quanto custa ou quanto rende

Investimento a dimensionar no plano diretor; condição para D2 e F1.

Riscos

Projeto de tecnologia que atrasa. Salvaguarda: entregas por etapas, cada uma com uso real.

Quem decide

Diretoria Executiva da Conab; comitê de governança digital.

F5

Painel público da Conab

Meta. Painel trimestral a partir de 2027: estoques por produto e local, ocupação e resultado por unidade, custo por política, execução do PAA e das vendas em balcão, recomendações de auditoria.

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Diagnóstico

Os dados de estoques, rede armazenadora, políticas e custos estão espalhados em relatórios anuais, atas e planilhas. Sem um painel único, a sociedade e o próprio governo não acompanham a empresa.

Caminho

  1. Publicar no portal da Conab em formato aberto.
  2. Incluir os indicadores do capítulo 18.

Quanto custa ou quanto rende

Custo baixo.

Riscos

Exposição de informação comercial. Salvaguarda: dados agregados por unidade e produto.

Quem decide

Diretoria Executiva e Conselho de Administração da Conab.

G9 medidas
Eixo G

Novas fontes de receita

G1

Energia solar em todas as unidades e cessão de áreas

Meta. Todas as 64 unidades com geração própria até 2028; nas unidades grandes, usinas nos telhados e pátios a partir de 2028, por cessão de área ou por investimento próprio com parceiro, conforme o cenário escolhido (capítulo 17).

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Diagnóstico

A Conab lançou em novembro de 2025 o programa Armazéns Solares, com 21 unidades previstas, investimento inicial de cerca de R$ 6,9 mi e anúncio de chegar às 64 unidades. Em Canoas (RS), a usina deve gerar cerca de 186 MWh por ano e economizar R$ 65 mil; as fontes divergem sobre o custo (R$ 480 mil a R$ 620 mil), o que dá retorno simples de 7 a 9,5 anos. Pela capacidade e pelo tipo dos 127 armazéns, os telhados somam cerca de 690 mil m² (cálculo da Henrichs), espaço para cerca de 72 MW de painéis em metade da área, com geração de cerca de 93 milhões de kWh por ano. Só Ponta Grossa, Uberlândia, Colatina e Rolândia têm espaço para cerca de 27 MW.

Caminho

  1. Medir a área útil dos telhados e o estado estrutural de cada unidade no estudo de reposicionamento (A1), substituindo a estimativa por capacidade.
  2. Para a geração de terceiros, cessão de uso onerosa por licitação, com preço fixo por mês ou por metro quadrado (a Lei 14.300/2022, art. 10, impede aluguel cobrado por unidade de energia).
  3. Respeitar o limite de minigeração (até 3 MW por usina) e a compensação na mesma distribuidora; acima disso, usina com autorização da Aneel e venda no mercado livre.
  4. Para investimento próprio, financiamento por fundos climáticos, banco de desenvolvimento ou parceria, sem consumir o orçamento da Conab.

Quanto custa ou quanto rende

Três cenários: (a) consumo próprio e cessão em poucas unidades, R$ 5 a 10 mi por ano; (b) cessão de todos os telhados, cerca de R$ 4 mi de economia própria mais R$ 3 a 6 mi de aluguel; (c) investimento próprio de R$ 245 a 310 mi em 72 MW, com receita bruta de cerca de R$ 28 mi e líquida de cerca de R$ 25 mi por ano (energia a R$ 0,30 por kWh), retorno em 9 a 11 anos (cálculo da Henrichs).

Riscos

Telhado velho que não aguenta painel. Salvaguarda: laudo estrutural antes e reforma do telhado no mesmo contrato.

Quem decide

Diretoria Executiva da Conab; Aneel, para usinas acima de 3 MW.

G2

Classificação de produtos como serviço

Meta. Postos de classificação credenciados pelo Ministério da Agricultura nas unidades dos grupos 1, 2 e 4 até 2029, atendendo cooperativas, PAA, estados e municípios.

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Diagnóstico

A classificação vegetal é obrigatória nas compras e vendas do poder público e no produto que vai direto ao consumo (Lei 9.972/2000). A Conab contrata empresas credenciadas e paga de R$ 2,80 a R$ 3,77 por tonelada (tabela de 2025). Ela já manteve um posto de classificação de café no Espírito Santo. A lei permite credenciar pessoas jurídicas especializadas, cooperativas e órgãos públicos (art. 4º, com a redação da Lei 14.515/2022).

Caminho

  1. Consulta ao Ministério da Agricultura sobre o credenciamento da Conab como pessoa jurídica especializada.
  2. Formação de classificadores no programa de E4.
  3. Separação entre quem classifica e quem compra ou vende, para não haver conflito de interesse nos leilões da própria Conab.

Quanto custa ou quanto rende

Com 1,5 milhão de toneladas classificadas por ano a R$ 3,50, cerca de R$ 5 mi por ano, além da economia nos contratos que a Conab paga hoje (cálculo da Henrichs).

Riscos

Conflito de interesse. Salvaguarda: segregação de funções e auditoria por amostra.

Quem decide

Conab; Ministério da Agricultura (credenciamento).

G3

Expurgo e tratamento de grãos para terceiros

Meta. Equipes próprias de expurgo nas unidades certificadas a partir de 2028, atendendo a rede da Conab e, com a capacidade que sobrar, cooperativas e armazéns da região.

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Diagnóstico

A Conab paga R$ 28,60 por metro cúbico de expurgo em contratos de terceirização. Só no porto de Santos foram 799 tratamentos em 2024, com 18 empresas credenciadas. Cooperativas pequenas e armazéns do interior têm pouca oferta.

Caminho

  1. Formar as equipes com os novos operadores (E2), com capacitação e equipamento de proteção.
  2. Tabela pública de preço por volume tratado.

Quanto custa ou quanto rende

Economia nos contratos de terceirização e receita estimada de R$ 2 a 5 mi por ano (cálculo da Henrichs).

Riscos

Acidente com fosfina. Salvaguarda: protocolo de segurança, aplicador habilitado e seguro.

Quem decide

Diretoria de Operações e Abastecimento da Conab.

G4

Monitor de cargas de grãos

Meta. Monitor semanal do escoamento de grãos por origem, destino e rodovia a partir de 2028, publicado em forma agregada, para planejar estoques, apontar onde falta armazém e antecipar filas e alta de frete.

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Diagnóstico

Todo caminhão com carga emite nota fiscal eletrônica e manifesto de carga (MDF-e), e as praças de pedágio contam veículos por eixo. A ANTT publica o volume por praça em dados abertos. A Conab já usa notas fiscais obtidas com a Receita para levantar preços desde 2020. Os contratos de concessão rodoviária da ANTT reservam uma verba de desenvolvimento tecnológico: 0,25% da receita bruta nos contratos antigos e de R$ 0,85 a 3,77 mi por ano nos recentes. Em 2024, a ANTT autorizou usar essa verba numa parceria com a UFSC.

Caminho

  1. Convênio com a Receita e as Secretarias de Fazenda para receber dados agregados de notas e manifestos de carga de grãos, preservado o sigilo fiscal.
  2. Uso dos dados abertos de tráfego da ANTT nas praças dos corredores BR-163, BR-364, BR-158, BR-153 e BR-050.
  3. Projetos com concessionárias dos corredores de grãos financiados pela verba de desenvolvimento tecnológico, com aprovação da ANTT.

Quanto custa ou quanto rende

Receita de R$ 1 a 4 mi por ano em projetos com concessionárias. O valor maior é público: informação que nenhum órgão tem hoje. Uma fatia do pedágio para a Conab exigiria lei e seria dinheiro da União com outro nome; por isso o plano propõe os dados, não a fatia.

Riscos

Uso indevido de dado fiscal. Salvaguarda: só dados agregados e anonimizados, sob convênio.

Quem decide

Conab; Receita Federal e Secretarias de Fazenda; ANTT.

G5

Retaguarda dos portos do Arco Norte

Meta. Até 2030, dois pátios reguladores com armazém pulmão em parceria (Itaituba/Miritituba e Imperatriz ou São Luís), com 300 mil toneladas de capacidade e reserva para estoques públicos.

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Diagnóstico

Os portos do Arco Norte embarcaram 58,1 Mt de soja e milho em 2025, 39,5% do total. Miritituba (PA) transbordou cerca de 15 Mt, e em fevereiro de 2026 a fila chegou a 40 km, com cerca de mil caminhões para pátios de 200 a 500 vagas. Em São Luís, a capacidade estática de armazéns equivale a 3,6% do fluxo anual de grãos do Itaqui. A Conab tem unidades em Imperatriz, São Luís, Ananindeua e Porto Velho.

Caminho

  1. Estudo de viabilidade em 2027 com os dados do monitor de cargas (G4) e do Anuário Agrologístico da Conab.
  2. Área pública cedida pela União (Secretaria do Patrimônio da União) ou pelo porto, e investimento do parceiro escolhido em chamamento público (G6).
  3. Consórcio contratual, sem criar empresa nova, como oportunidade de negócio (Lei 13.303/2016, art. 28, §§ 3º e 4º); uma subsidiária exigiria lei (Constituição, art. 37, XX). Pátios e estações de transbordo ligados a portos já estão entre os setores das debêntures de infraestrutura (Decreto 11.964/2024, art. 4º, I).

Quanto custa ou quanto rende

Com 300 mil toneladas a R$ 95 por tonelada por ano, mais as tarifas de pátio, cerca de R$ 20 a 40 mi por ano para a parceria a partir de 2030, divididos conforme o contrato (cálculo da Henrichs).

Riscos

Investimento alto e concorrência privada. Salvaguarda: capital do parceiro e foco no gargalo (pátio e pulmão), não no terminal de embarque.

Quem decide

Conselho de Administração da Conab; Secretaria do Patrimônio da União; Ministério de Portos e Aeroportos; Antaq quando dentro do porto organizado.

G6

Terra pública, capital do comprador e receita dividida

Meta. Chamamento público em 2028 para parcerias de 25 a 30 anos: a União cede a área, o parceiro constrói e opera junto com a Conab, a receita é dividida, uma parte da capacidade fica reservada aos estoques públicos e em emergência, e a obra volta à União no fim do contrato.

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Diagnóstico

Grandes compradores de grãos investem pesado em logística no Brasil. A chinesa COFCO, por exemplo, embarcou cerca de 17 Mt do país em 2024, inaugurou em 2025 um terminal em Santos de US$ 285 milhões com 490 mil toneladas de armazenagem e tem 20 silos em Mato Grosso. A União tem áreas, e a Conab tem a operação, a marca pública e unidades onde falta armazém.

Caminho

  1. Chamamento aberto a todos os interessados (tradings brasileiras e estrangeiras, cooperativas e fundos), sem exclusividade para um país ou empresa.
  2. Áreas urbanas, industriais ou portuárias: a compra e o arrendamento de terra rural por estrangeiros têm limites na Lei 5.709/1971 e na Lei 8.629/1993 (art. 23), que precisam ser respeitados.
  3. Cessão de uso onerosa ou concessão de direito real de uso pela Secretaria do Patrimônio da União, com cláusulas de reversão, preço mínimo e prioridade pública.
  4. Começar pelos locais dos grupos 2 e 3 do capítulo 7.

Quanto custa ou quanto rende

O investimento é do parceiro. Uma participação de 10% a 20% na receita de um armazém de 200 mil toneladas daria à Conab de R$ 2 a 4 mi por ano, além da capacidade reservada para os estoques públicos (cálculo da Henrichs).

Riscos

Dependência de um comprador estrangeiro e questionamento de soberania alimentar. Salvaguarda: chamamento aberto, limite de participação por grupo, prioridade pública em crise e reversão dos ativos.

Quem decide

Conselho de Administração da Conab; MDA; Secretaria do Patrimônio da União; Ministério das Relações Exteriores e Casa Civil, pela dimensão estratégica.

G7

Estoque de passagem para a indústria

Meta. Contratos anuais de armazenagem com moinhos e indústrias de ração a partir de 2027, com 200 mil toneladas contratadas em 2030, a maior parte nas unidades do Sul e do Sudeste e até 75 mil no Nordeste.

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Diagnóstico

O Brasil importou 6,9 Mt de trigo em 2025 e moeu 13,3 Mt. Moinhos e fábricas de ração precisam de estoque de passagem perto dos portos e dos centros de consumo. Em fevereiro de 2025, cerca de 200 mil toneladas da capacidade da Conab estavam ocupadas com trigo, sobretudo em Ponta Grossa. No Nordeste, as unidades perto de portos (Maracanaú, Recife, Natal e São Luís) somam cerca de 75 mil toneladas.

Caminho

  1. Oferta ativa às associações de moinhos e às indústrias de ração.
  2. Contratos com volume mínimo e preço da tabela pública (A2).

Quanto custa ou quanto rende

Até cerca de R$ 19 mi por ano com 200 mil toneladas pela tarifa de referência; incluído em parte na meta de faturamento de A2 (cálculo da Henrichs).

Riscos

Ocupar capacidade necessária aos estoques públicos. Salvaguarda: reserva definida por safra (A6).

Quem decide

Diretoria de Operações e Abastecimento da Conab.

G8

Cooperação internacional remunerada

Meta. Contratos de assistência técnica remunerados a partir de 2028, em compras públicas de alimentos, informação de safra e gestão de estoques, com financiamento de organismos internacionais e cooperação Sul-Sul.

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Diagnóstico

O Brasil levou o PAA à África com a FAO e o Programa Mundial de Alimentos (mais de US$ 2,3 mi em 2012). A Conab cedeu técnicos e capacitou angolanos em 2024, mas os acordos foram sem contrapartida financeira, como o protocolo de 2021 com o Centro de Excelência contra a Fome.

Caminho

  1. Catálogo de serviços técnicos com a Agência Brasileira de Cooperação.
  2. Contratos com FAO, Programa Mundial de Alimentos, FIDA e bancos multilaterais, em vez de protocolos sem contrapartida.

Quanto custa ou quanto rende

Estimativa de R$ 1 a 3 mi por ano (cálculo da Henrichs). O ganho maior é de reputação.

Riscos

Desviar técnicos da operação. Salvaguarda: equipe dimensionada e custo cobrado integralmente.

Quem decide

Conab; Ministério das Relações Exteriores (ABC).

G9

Armazenagem nas debêntures incentivadas

Meta. Inclusão da armazenagem de produtos agropecuários entre os setores prioritários por decreto até 2028, para que concessões e parcerias de armazéns (A4, G5 e G6) captem no mercado de capitais.

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Diagnóstico

As debêntures incentivadas e as de infraestrutura dão benefício fiscal a quem financia projetos de setores prioritários (Lei 12.431/2011 e Lei 14.801/2024). O Decreto 11.964/2024 já inclui estações de transbordo de carga e instalações portuárias, mas não a armazenagem de grãos no interior, e o projeto precisa estar ligado a uma concessão, permissão, autorização ou arrendamento.

Caminho

  1. Proposta conjunta da Conab, do MDA e do Ministério da Agricultura ao Ministério da Fazenda.
  2. Modelagem das primeiras concessões de armazéns já com essa fonte de financiamento.

Quanto custa ou quanto rende

Não gera receita direta; reduz o custo de capital dos parceiros e torna as parcerias viáveis.

Riscos

Renúncia fiscal questionada. Salvaguarda: limite de projetos e prioridade a regiões com déficit de armazenagem.

Quem decide

Ministério da Fazenda (decreto); MDA e Ministério da Agricultura.

H4 medidas
Eixo H

Uma Conab enxuta e moderna

H1

Superintendências em polos regionais e serviços compartilhados

Meta. Até 2029, superintendências organizadas em polos regionais, com escritórios estaduais enxutos, e um centro de serviços compartilhados para pessoal, contabilidade, licitações e contratos, com redução de 20% do pessoal de atividade-meio por não reposição das saídas.

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Diagnóstico

A Conab mantém 27 superintendências regionais, uma por unidade da federação, cada uma com setores próprios de pessoal, finanças, contratos e administração. A matriz tinha 836 empregados em 2023. Muitas superintendências têm poucos empregados e operações pequenas.

Caminho

  1. Estudo de reestruturação em 2027, com o dimensionamento da força de trabalho e o regimento interno.
  2. Processos digitais únicos para toda a empresa, aproveitando a sistemática de gestão de projetos estratégicos da Nota Técnica GEPLE nº 12/2026.
  3. Transição gradual, sem demissão: as vagas de atividade-meio que abrirem com aposentadorias não são repostas.

Quanto custa ou quanto rende

Conta ilustrativa: se 30% do quadro está em atividade-meio (cerca de 960 pessoas) e 20% dessas vagas não forem repostas, a economia é de cerca de R$ 65 mi por ano em plena escala; o plano conta metade até 2030 (cálculo da Henrichs).

Riscos

Perda de presença política nos estados. Salvaguarda: escritório estadual mantido onde há unidade armazenadora ou operação relevante.

Quem decide

Conselho de Administração da Conab; SEST.

H2

Cessão de empregados: só com custo pago por quem pede e com teto por área

Meta. 3ª versão da NOC 60.113 aprovada em 2027 com três regras: (1) cessão só com ressarcimento integral pelo órgão de destino de remuneração, encargos e benefícios, ressalvadas as requisições obrigatórias por lei, que seguem o Decreto 10.835/2021; (2) fim do prazo mínimo de 3 anos, mantida a vedação durante o contrato de experiência; (3) teto de liberação por área, de no máximo 5% da lotação de cada unidade (gerência, superintendência ou unidade armazenadora), e nenhuma liberação onde a lotação estiver abaixo do dimensionamento da força de trabalho ou em funções críticas (operação de armazém, tecnologia, auditoria e contabilidade).

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Diagnóstico

Em maio de 2026, 370 empregados da Conab trabalhavam em outros órgãos (11,5% da folha), a maioria em universidades federais (81), institutos federais (53), Ministério Público do Trabalho (48), Ministério da Agricultura (35) e INSS (24). Eram 444 em setembro de 2022. A Conab não publica quem paga esses salários. A norma interna de cessão (NOC 60.113, 2ª versão, de julho de 2023) proíbe ceder quem tem menos de 3 anos de casa, exigência que não está no Decreto 10.835/2021 nem nos Regulamentos de Pessoal, mas não condiciona a cessão ao pagamento do custo pelo órgão de destino nem limita quantos podem sair de cada área. A própria norma manda revisá-la a cada 2 anos, e a revisão venceu em julho de 2025.

Caminho

  1. Levantamento de todas as cessões e requisições, com modalidade, órgão, quem paga e prazo, publicado em 2027.
  2. Revisão da NOC 60.113 pelo rito da norma de gestão normativa, com Nota Técnica e análise jurídica, incluindo as três regras.
  3. As regras valem para novas cessões e renovações; as cessões em curso sem ressarcimento são renegociadas no vencimento.
  4. Relatório anual público das cessões por área, órgão de destino, modalidade e ônus.

Quanto custa ou quanto rende

Cada cessão sem ressarcimento custa à Conab cerca de R$ 344 mil por ano (custo médio por empregado). Se metade das 370 cessões passar a ser ressarcida ou terminar, a economia é de cerca de R$ 64 mi por ano; se todas, até R$ 127 mi. O número real depende do levantamento (cálculo da Henrichs).

Riscos

Perder canais com órgãos parceiros e contrariar empregados. Salvaguarda: teto por área em vez de proibição geral, fim do prazo de 3 anos e transição no vencimento de cada cessão.

Quem decide

Diretoria Executiva da Conab (norma interna); Diretoria de Desenvolvimento, Inovação e Gestão de Pessoas; órgãos de destino; negociação coletiva.

H3

Tecnologia em nuvem e equipamentos renovados

Meta. Metade dos servidores locais das superintendências migrada para a nuvem de governo até 2028 e todos até 2030; parque de computadores renovado; sistemas de estoques, leilões e pagamentos integrados (F4).

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Diagnóstico

O Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2025-2028 prevê R$ 35,55 mi (R$ 20,96 mi de investimento e R$ 14,59 mi de custeio) e aponta computadores e servidores fora de garantia, servidores locais nas superintendências e uma equipe de tecnologia com 15 analistas a menos que o necessário (96 pessoas no dimensionamento de 2021).

Caminho

  1. Migrar para a nuvem de governo os sistemas hoje em servidores locais.
  2. Repor os analistas de tecnologia com o concurso e o estágio (E1 e E6).
  3. Contratar por requisitos de necessidade, não pela solução de um fornecedor.

Quanto custa ou quanto rende

Redução de custos com manutenção de servidores locais e da necessidade de investimento em equipamentos de datacenter previstos no plano diretor.

Riscos

Migração que interrompe operação. Salvaguarda: migração por etapas e sistema por sistema.

Quem decide

Diretoria Executiva da Conab; comitê de governança digital.

H4

Bens apreendidos pela Receita para os programas sociais

Meta. Pedidos regulares à Receita a partir de 2027: computadores, celulares, equipamentos e veículos para a operação do PAA, das cestas e das vendas em balcão; alimentos e bens de consumo próprios para doação em ações emergenciais.

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Diagnóstico

A Receita Federal destina mercadorias apreendidas por incorporação a órgãos públicos (Portaria RFB 200/2022, com a redação da Portaria RFB 690/2026). Empresas públicas federais podem receber quando prestam serviço público sem fins lucrativos e em regime de exclusividade, e só para campanhas, programas ou ações de caráter social (art. 14, II, "b"). Órgãos da administração direta, como o MDA e o MDS, podem receber para uso geral.

Caminho

  1. Pedido da Conab para os programas sociais que executa, com a justificativa de exclusividade.
  2. Para uso administrativo geral, incorporação pelo MDA e cessão de uso à Conab.
  3. Respeito às regras de ano eleitoral: em 2026, a entrega à população só a partir de 1º de janeiro de 2027.

Quanto custa ou quanto rende

Reduz compras de equipamentos para os programas sociais; o valor depende do que a Receita tiver disponível.

Riscos

Equipamento sem garantia ou incompatível. Salvaguarda: triagem técnica antes de aceitar.

Quem decide

Conab; Receita Federal; MDA.

3tipos de número: dado, cálculo e meta
Método

Como os números foram produzidos

Dados das demonstrações contábeis, notas explicativas e relatórios de auditoria da Conab (2018 a 2025), do Portal da Transparência (2015 a 2026), das páginas das 64 unidades armazenadoras, do IBGE (Pesquisa de Estoques) e da Conab (safra e logística). Receita própria líquida: lucro bruto, receitas diversas, outros resultados e resultado financeiro; despesas operacionais: pessoal mais despesas comerciais e administrativas. Os cálculos e as metas são da Henrichs Consultoria e estão descritos no PDF. Números conferidos por revisão independente.